Upgrade TAM: da poltrona quebrada para a business

subeconômica

Eu sempre tive um sonho que era conhecer Londres, sonhava com a cidade, com as pessoas e até com o clima chuvoso. Em dezembro de 2012 eu resolvi me dar de presente de natal uma viagem para a terra da rainha. Aquele foi um ano difícil e sim, eu merecia.

Não seria uma viagem qualquer, eu passaria o Natal em Londres, baby! O que mais eu poderia querer?

I’ts Christmas, baby!

Comprei a passagem na TAM, que apesar de estar custando uma fortuna, eu peguei uma promoção aqui, umas milhas ali e bingo! Tudo certo para colocar os pés pela primeira vez naquele canto do mundo.

Meu vôo saia de São Paulo, fazia uma conexão no Rio e seguia para Londres num A330, hoje esse vôo nem existe mais. Como não consegui marcar a poltrona com antecedência, ia tentar a sorte no check-in aqui em São Paulo e como previa, me colocaram na fileira do meio. De um lado um chileno e do outro um dinamarquês.

Não sou alto, tenho 1.75 e também não sou cheinho, mas aqueles dois conseguiam me espremer a ponto de nem conseguir me virar. Mas quem se importa? Estava indo passar o natal em Londres, dava para aguentar 10 horas de vôo assim, já sofri 18h dentro de um busão de Porto Alegre até São Paulo, isso era pinto.

Quem se importa, estou indo pra Londres!

Até que a aeronave decolou e eu tentei reclinar a poltrona. Primeira decepção: poltrona quebrada. Chamo a aeromoça para reclamar e a coitada (simpática, viu?!) nada pode fazer pois o vôo estava lotado.

Tudo bem que o reclino dessas poltronas é quase ilusório, mas olha, faz uma bela diferença quando você está podre de cansado. Mas nessas horas só pensava em Big Ben, London Eye e Fish & Chips.

Para passar o tempo, pensei em ver um filme. Segunda decepção: monitor quebrado. Sério, “férias frustradas de Natal” a 11 mil metros de altura? Chama a aeromoça, reseta o sistema, reza um pai nosso e uma ave maria e… nada.

“Se deu mal, filho”

Poltrona quebrada, monitor quebrado mas ainda estávamos voando. Fui o premiado do vôo e nessas horas eu tento ser otimista sempre. O que eu posso fazer? Estava indo passar o Natal em Londres e nesse momento só pensava na cama do hotel, edredom, aquecedor e travesseiros fofinhos. Só queria dignidade.

Bom, aquelas 10 horas se passarm e chegamos a Londres e foi tudo incrível. Mas essa história não acaba aqui.

No dia do retorno ao Brasil, meu vôo era direto de Heathrow para Guarulhos num Boeing 777 novinho. Sabe cheiro de carro novo? Era quase isso.

Mas a surpresa veio no check-in quando o funcionário da TAM me disse que em “razão dos contratempos que eu tinha sofrido no vôo da vinda, a TAM estava me oferecendo um upgrade para a Business”.

Sim, fui do inferno ao céu

Aquele momento em que você simplesmente não acredita. Papai Noel existe? Duendes e coelhinho da Páscoa? Ok, Fabricio não viaja! Foi o mínimo que eles poderiam fazer e olha, foi como ir do inferno ao céu.

Um dia eu ainda conto aqui como é essa experiência de voar de Business com a TAM, mas resumindo: eu comi bem e dormi horrores. A poltrona virava cama e a TV era o dobro do tamanho daquela miserável classe econômica. Acordei com o cheiro de pão fresco no café da manhã, coisa de uma hora e meia antes de pousar em São Paulo.

Agora sim…

O que começou como um pesadelo acabou de forma fantástica, é quase um conto de Natal.


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Fabricio Moura

Meu nome é Fabricio, moro em São Paulo, sou designer e apaixonado pelo mundo. Descobri que viajar é se perder e se encontrar. Se conhecer melhor e se amar mais. Acumular histórias e experiências. Vamos?

3 Comentários

  • Responder dezembro 15, 2015

    Gabriela Moniz

    Jamais imaginei que a TAM pudesse ter uma postura assim. Estão de parabéns 😉
    Que belo presente de Natal, hein? rss

    • mm
      Responder dezembro 16, 2015

      Fabricio Moura

      Sim, foi! Mas vamos combinar que foi antes da LATAM, agora não espero mais nada.

  • Responder março 22, 2017

    Patrícia Alves

    Ótimas Informações

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