Como foi o Réveillon em Madri

réveillon em Madri

Não vou negar que passar o réveillon em Madri, menos de dois meses depois dos atentados de Paris me deixou um pouco apreensivo, eu imaginava que o clima não seria dos melhores, que o esquema de segurança seria mais pesado e que aos olhos da polícia, qualquer pessoa pode ser suspeita de alguma coisa. O fantasma dos atentados de 2004 continua presente na vida dos madrilenhos e quando volta a acontecer tão perto daqui, é natural que as autoridades tenham cuidado redobrado e esse cuidado já era sentido no desembarque no Aeroporto de Barajas.

Mas se tem algo que subscreve qualquer clima ruim é a animação dos espanhóis. Taí um povo barulhento e feliz. A noite de réveillon em Madri (e em toda Espanha) é chamada de “nochevieja”, “noite velha”, escrito assim, junto mesmo. Em Madri, a Nochevieja acontece na Puerta del Sol, um dos lugares mais famosos e marco zero da cidade.

A policia espanhola cercou o lugar e controlou as entradas, a revista foi dura e somente 25 mil pessoas puderam entrar. Para quem está acostumado a ver o Réveillon de Copacabana com 2 milhões de pessoas na praia ou na Avenida Paulista, a Nochevieja espanhola parece uma festinha. Mas por outro lado é tudo extremamente civilizado e não vem com arrastões e assaltos de bônus.

Só 25 mil pessoas

Só 25 mil pessoas

Ninguém passa o réveillon vestido de branco, isso é coisa de brasileiro, herança do candomblé e o mais curioso no nosso caso é que eu duvido que os mais devotos de outras religiões saibam disso. Tradição aqui é usar perucas coloridas e acessórios de cabelo, quanto mais irreverente, melhor. Na próxima, preciso dar uma passadinha na 25 de Março antes de viajar.

A bebida oficial são as “botellas de cava”, um tipo de espumante. Nada de cerveja, chopp ou outra bebida. Dentro da Puerta del Sol a bebida é controlada, então, a gente não vê ninguém de porre e isso é muito chato. A meia noite as 12 badaladas do sino (las campanadas), um letreiro de neón anuncia o 2016 e pronto, adeus 2015! Nada de queima de fogos, nada de música ou shows.

E depois? Depois o povo começa a esvaziar a praça, mas antes que você pense que a minha Nochevieja flopou, o melhor acontece lá fora. Uma profusão de pessoas, sentimentos, calor humano e diversão pelas avenidas, ruas, ruelas, becos e inferninhos. São centenas de bares, restaurantes e baladinhas para todos os gostos. Agora sim, a noite estava começando e foi manhã a dentro.

E o medo do Terrorismo? Que tenha ficado lá atrás em 2015 e que noites tão bonitas e livres como essa, mostre para os terroristas que a liberdade falou mais alto que o medo.

Feliz 2016!


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Fabricio Moura

Meu nome é Fabricio, moro em São Paulo, sou designer e apaixonado pelo mundo. Descobri que viajar é se perder e se encontrar. Se conhecer melhor e se amar mais. Acumular histórias e experiências. Vamos?

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