Como é voar com a Bangkok Airways da Tailândia

Como é voar com a Bangkok Airways

A Bangkok Airways se define como “companhia aérea boutique”, isso significa na prática que eles oferecem um serviço diferenciado em relação as outras companhias aéreas que operam dentro do concorrido mercado tailandês e nos países vizinhos.

A companhia recebeu no ano passado os prêmios de “Melhor Companhia Aérea Regional” e “Melhor Companhia Aérea Regional da Ásia” pelo ranking 2016 da Skytrax, que escolhe as melhores do mundo anualmente.

Aeronaves super coloridas (imagem: divulgação)

A Bangkok Airways tem sua base operacional no Aeroporto Internacional Suvarnabhumi em Bangkok e voa – além das rotas domésticas – para Bangladesh, Mianmar, Camboja, China, Índia, Laos, Malásia, Maldivas, Singapura e Vietnã. A empresa tem uma frota de 34 aeronaves, modelos Airbus A319, A320 e ATR 72.

Eu fiz três voos com a Bangkok Airways: Bangkok x Samui e Samui x Luang Prabang no Laos, com conexão em Bangkok. Por isso, vou dividir esse review em duas partes, a primeira vou falar do voo doméstico e depois do voo internacional para o Laos, que é uma excelente opção para chegar ao país.


Como é voar com a Bangkok Airways entre Bangkok e Samui


Koh Samui é uma ilha muito procurada que fica ao sul da Tailândia e a Bangkok Airways é a “dona” do aeroporto, por isso, praticamente todos os voos desde Bangkok são operados por ela, apenas duas frequência diária são operadas pela Thai Airways. Rola um monopólio e isso não é bom para o passageiro, que paga bem mais caro que o normal por uma passagem direto para Samui.

Uma alternativa mais barata é com a Nok Air, que voa para um aeroporto próximo e já na passagem inclui o transfer de van e a travessia de barco até Samui, as a viagem é bem longa e cansativa, não recomendo.

Checkin

Eu fiz o checkin pelas máquinas de autoatendimento no Aeroporto Internacional Suvarnabhumi em Bangkok, a empresa ocupa uma ilha inteira no aeroporto. Para despachar a mala demorou uns 25 minutos.

Meu voo era um dos primeiros naquele dia, sairia de Bangkok às 6h da manhã (voo PG103) e a empresa só abriu o check-in aproximadamente 1h30 antes do voo, por isso vi muita gente chegando correndo no portão de embarque da área doméstica do aeroporto.

A franquia de bagagem é de 20 quilos para a mala despachada e 5 quilos na mala de mão tanto para os voos domésticos, quanto para os voos internacionais.

Como é voar com a Bangkok Airways: checkin em Suvarnabhumi

Embarque

O embarque foi remoto, além da conferência de passaporte e cartão de embarque no portão, os comissários também conferiram novamente na porta do avião, achei meio desnecessário e só ia aumentando a fila de pessoas para embarcar e a demora.

A tripulação era bem jovem e simpática, mas acho que a Bangkok Airways tem algumas normas próprias, algo que eu nunca vi em outras empresas aéreas tailandesas (e do mundo) em que eu já viajei. Por exemplo: eles pedem que os passageiros não usem fones de ouvido durante os avisos, instruções de segurança, decolagem e pouso. Eles também acordam todos os passageiros que estiverem dormindo antes da decolagem e do pouso.

Pode ser uma regra deles para manterem os passageiros em alerta para alguma emergência, mas achei meio incômodo acordarem as pessoas bruscamente daquela forma. Algumas pessoas ficaram um pouco irritadas.

Todos os anúncios são feitos primeiro em tailandês e depois em inglês.

A aeronave

Os voos entre Bangkok x Samui x Bangkok foram operados por aeronaves Airbus A319 na configuração clássica 3-3 e em classe única com 144 poltronas. Achei o espaço para as pernas nesse voo bem satisfatório, mas é um voo tão curto (menos de 1 hora) que se fosse mais apertado nem seria um problema.

O avião estava bem limpo e parecia conservado, pesquisando, eu descobri que ele foi fabricado em 2004 e entregue novo a China Southern Airlines e vendido de segunda mão para a Bangkok Airways em 2014. Por tanto, já tem aí 13 anos de uso.

Como é voar com a Bangkok Airways: Interior do A319

Como é voar com a Bangkok Airways: detalhe da poltrona e controle de volume

Como é voar com a Bangkok Airways: espaço entre as poltronas

Voo e serviço de bordo

Pouco antes da decolagem a tripulação distribuiu toalhinhas refrescantes. O voo saiu pontualmente no horário e apesar de ser uma viagem super rápida, teve serviço de bordo. Foi servido um café da manhã completo.

Não tinha opção de escolha, mas para quem tem restrições alimentares, pode solicitar uma refeição especial pelo site deles.

Como é voar com a Bangkok Airways: Café da manhã do voo de ida

O café da manhã foi uma omelete que estava ótima, acompanhada de espinafre, tomate e batatas. Uma mini salada de frutas com um pedaço de mamão e outro de melão. Um muffin de chocolate que estava ótimo e um iogurte natural. Na bandeja veio também um copinho de água e para beber tinha café, chá e sucos. Outro diferencial é que os talheres eram de metal.

A comida estava bem boa, ao contrário do voo de volta em que eles serviram um creme amarelo que tinha gosto de frango estragado. Não dava pra comer aquilo, eu sei que era de frango, mas o sabor era péssimo.

Como é voar com a Bangkok Airways: café da manhã da volta

As aeronaves não tem sistema de entretenimento de bordo, tem algumas telas coletivas mas que estavam fechadas, provavelmente vieram com o avião e não são usadas.

No bolsão tinha a revista de bordo da empresa, a Fah Thai, muito boa por sinal, com textos em inglês e tailandês. O voo até Samui foi super tranquilo e pousamos 10 minutos antes do previsto.

Como é voar com a Bangkok Airways: o voo


Como é voar Bangkok Airways para o Luang Prabang no Laos


A minha viagem para o Laos começou em Samui, eu embarquei com destino a Bangkok para fazer a conexão. Mas antes de falar desse voo, o aeroporto de Samui vale alguns parágrafos.

O aeroporto é bem acanhado, certamente um dos menores e piores onde eu já pisei. Parecem várias casinhas espalhadas ao longo da pista. Uma casinha é o desembarque e onde fica também o check-in. Outra casinha para o embarque doméstico e uma terceira para o embarque internacional.

Como eu já fiz o controle de imigração em Samui, fui mandado para a última “casinha” para poder embarcar e o caminho até essa área também é meio estranho, a gente tem que sair do aeroporto e seguir por uma calçada.

Na sala de embarque eles tem um cantinho com algumas comidas, sanduíches, frutas e sucos para todos os passageiros, mas eu passei batido pois estava atrasado para o embarque.

Check-in

O Check-in foi feito direto no balcão da empresa, a franquia de bagagem é de 20 quilos para a mala despachada e 5 quilos na mala de mão, como eu sempre levo equipamento na mala (computador, câmeras, tripé, etc) a minha mala despachada deu 18 quilos e a de mão pesou 13 quilos. A Bangkok Airways cobra o excedente dependendo da rota, no meu caso, seriam 7 dólares por quilo, daria 56 dólares.

Mas o funcionário foi muito gente boa, pois como o voo estava vazio, ele pediu que eu tirasse os itens excedentes da mala para ele pesar e emitir a etiqueta e depois eu colocar de volta. Assim, economizei 56 dólares!

Eu já saí de Samui com o cartão de embarque do trecho de Bangkok a Luang Prabang e um adesivo na camisa que permitia o acesso a área de transferência do aeroporto de Bangkok. Dica: não percam esse adesivo por nada!

Conexão em Bangkok

Em Bangkok eu cheguei pela Zona F e meu embarque para o Laos seria na Zona C, a distância entre elas é de 850 metros, o tamanho do aeroporto realmente impressiona, não é à toa que Suvarnabhumi é um dos maiores hubs da região.

Passei por um primeiro controle e depois pelo balcão de transferências para a sala de embarque, mais uma vez o raio-x e já estava na área de embarques do aeroporto.

O embarque foi feito em uma área remota, demoramos um bom tempo para chegar até lá nos ônibus da empresa.

ATR72 (imagem: Planerspotters)

A aeronave

Os voos operados pela Bangkok Airways para Luang Prabang são com os ATR72-500 ou -600, que são mais novos. No meu caso, foi com o modelo mais antigo, fabricado em 2002, por tanto, com 15 anos de uso.

O avião estava bem limpo, mas já demonstrava os sinais da idade. As poltronas são bem espaçosas, mas de um modelo antigo com o encosto menor, o que fica bem desconfortável para quem é mais alto.

Interior do ATR72

Interior do ATR72

Espaço para as pernas

Voo e serviço de bordo

Logo após o embarque a tripulação distribuiu as toalhinhas e em seguida começamos o longo taxi até a cabeceira da pista. O voo (PG941) tem duração de 2 horas, por se tratar de uma aeronave turboélice é um pouco mais lento.

Logo após a decolagem os comissários começaram a servir o almoço. Novamente não tinha opção. De prato principal veio uma espécie de sopa de arroz com camarão, pé de galinha picadinho e extremamente apimentado. A consistência era semelhante a um arroz doce, e o sabor era horrível. A pior comida de avião que eu já provei na vida e não consegui comer.

Não dava para comer

A comida das companhias aéreas locais são pensadas nos passageiros de origem e destino, por tanto, não dá pra esperar nada muito “ocidental” de alguns voos. Por isso é sempre bom ter um plano B na bolsa, que eu também chamo de barra de chocolate.

De acompanhamento tinha uma mini-salada de frutas e um bolinho de nozes, que estava bom. Para beber tinha sucos, chá, café e água.

Como disse acima, a Bangkok Airways não oferece entretenimento de bordo, o voo não é longo, e como o avião não voa muito alto, o entretenimento fica por conta das paisagens na janela.

Conclusão

Voar pela Bangkok Airways é ligeiramente melhor que as outras companhias aéreas que operam trechos dentro da Tailândia e países vizinhos, claro, com exceção das empresas mais “premium”. O diferencial mesmo fica por conta das refeições, que são mais para o paladar asiático que o nosso. Eu só voltaria a voar com eles se fosse uma boa promoção ou se fosse a única opção para algum destino que eu estivesse procurando.


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Fabricio Moura

Meu nome é Fabricio, moro em São Paulo, sou designer e apaixonado pelo mundo. Descobri que viajar é se perder e se encontrar. Se conhecer melhor e se amar mais. Acumular histórias e experiências. Vamos?

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