Ilha do Mel: Como chegar e o que fazer?

Ilha do Mel

Eu não queria começar esse post de forma clichê, mas sendo bem sincero, não tem como deixar os clichês de lado quando a gente fala desse cantinho paradisíaco super preservado do litoral do Paraná e considerando que é tão pertinho de Curitiba.

Lá não existem carros, caixa eletrônico, farmácias e a entrada de turistas é controlada (máximo de 5 mil pessoas), as ruas são de areia e sem iluminação. Mas veja bem, não é um recanto bicho grilo por mais que pareça, tem bons restaurantes, pousadas confortáveis com TV a cabo e wi-fi. Também tem praias a perder de vista, um farol construído por D. Pedro II e um forte armado com canhões que defendia a entrada da baia.

Para chegar até lá, saindo de Curitiba, de carro ou ônibus o ponto mais próximo é a cidade de Pontal do Sul descendo a Serra do Mar pela BR 277. Para quem vai de busão, a Viação Graciosa tem linhas saindo de Curitiba e que te deixam na entrada do porto de onde saem os barcos até a ilha.

A entrada na ilha é controlada. Só 5 mil pessoas por vez

A entrada na ilha é controlada. Só 5 mil pessoas por vez

Era fora de temporada e o terminal de embarque estava deserto

Era fora de temporada e o terminal de embarque estava deserto

São barquinhos como esse que fazem a viagem

São barquinhos como esse que fazem a viagem

A travessia dura aproximadamente 40 minutos e os barcos saem de hora em hora. Mas isso pode variar de acordo com a época do ano. O bilhete de ida e volta custa R$30,00.

A ilha tem 3 vilas principais: Brasíla, Fortaleza e Encantadas. O barco que sai de Pontal do Sul te deixa no cais de Brasília, também chamado de “trapiche”. As trilhas são bem sinalizadas, mas não custa perguntar onde fica a sua pousada.

Mapa da ilha

Mapa da ilha

Se a grande maioria das pessoas procuram a Ilha do Mel por causa das praias desertas, boas ondas e sol abundante, também existem um patrimônio histórico único e de fácil acesso. Quem estiver disposto a subir os 150 degraus até o Farol das Conchas, terá a mais bela vista de toda ilha. O farol foi construído em 1872 a até hoje orienta os navegadores que entram na Baia de Paranaguá.

Farol das Conchas

Farol das Conchas

Quase no outro extremo da ilha fica a Fortaleza Nossa Senhora dos Prazeres, edificação construída em 1770 e muito bem preservada, defendia a entrada da Baia de Paranaguá de piratas e outros invasores. A arquitetura é a mesma de todas as fortalezas construídas pela corte portuguesa mundo afora.

É tudo bem sinalizado

É tudo bem sinalizado

Todo o complexo da fortaleza pode ser visitado, a sala de armas, as prisões, sala de documentos, etc. O lugar também está cheio de canhões do século 18 e subindo a trilha no morro atrás da fortaleza, encontramos uma segunda fortaleza com trincheiras, mais canhões e bases de observação.

Fortaleza e quilômetros de praias desertas

Fortaleza e quilômetros de praias desertas

São muitos canhões em ótimo estado

São muitos canhões em ótimo estado

A Fortaleza é realmente impressionante

A Fortaleza é realmente impressionante

Para chegar até lá, saindo da vila de Brasília, é uma caminhada de uns 40 minutos pela praia, se a maré estiver baixa. Ou por um caminho por dentro da mata, caso a maré esteja alta. Na volta tive que descobrir o caminho por dentro da mata, já que a maré tinha tomada toda a areia e bateu um certo desespero. Você também pode alugar uma bike por R$35,00 por dia.

Praias e mais praias

Praias e mais praias

Outro ponto procurado pelos turistas é a Gruta das Encantadas, uma enorme fenda no rochedo bem no nível do mar, ela fica a uns 15 minutos de caminhada desde a vila de Encantadas.

Eu fui para a Ilha do Mel durante o inverno, mas sabe esse inverno quente que nós temos no Brasil, onde em julho a temperatura pode passar dos 25 graus facilmente? Então, foi exatamente assim. Calor todos os dias, mas água era incrivelmente gelada. Quem foi para a ilha no verão sabe que o lugar fervilha, especialmente em Encantadas.

Barcos encalhados na maré baixa

Barcos encalhados na maré baixa

Vila dos pescadores em Nova Brasília

Vila dos pescadores em Nova Brasília

O trapiche na maré baixa e é hora de ir embora

O trapiche na maré baixa e é hora de ir embora

Agora, se você pretende visitar a Ilha do Mel, vai aqui algumas dicas:

  • Leve dinheiro, nem todos os restaurantes aceitam cartões de crédito.
  • Como na ilha não tem farmácia, leve alguns remédios básicos. As pousadas costumam ter kits de primeiros socorros. Também existe um pequeno posto de atendimento médico, mas bem básico.
  • Estamos falando de uma ilha praticamente toda coberta pela Mata Atlântica, por tanto, leve repelente.
  • Os caminhos não são iluminados, tenha uma lanterna com você.
  • Independente da época do ano, leve um agasalho. A temperatura pode cair bruscamente em razão dos ventos do Atlântico.
  • Vai passar o dia em praias afastadas? Leve lanche e muita água. Não é todo lugar que você vai encontrar bares e restaurantes.
  • Animais não são permitidos a ilha, só os dos moradores.
  • Pela manhã a maré fica baixa e por conta disso o cais (trapiche) fica interditado, os barcos não conseguem sair. Planeje seu retorno com base nessa informação.
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Fabricio Moura

Meu nome é Fabricio, moro em São Paulo, sou designer e apaixonado pelo mundo. Descobri que viajar é se perder e se encontrar. Se conhecer melhor e se amar mais. Acumular histórias e experiências. Vamos?

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