Bagan, Mianmar: estupas e o centro energético do mundo

Bagan

Eu acho que se o mundo tiver um centro energético, ele certamente fica em Bagan, em Mianmar. Um lugar que causa arrepios na pele a distância, que enche nossos pulmões de emoção quando nos aproximamos e que nos conquista ao entrar lá.

Chegar em Bagan não é muito fácil, na verdade, chegar em Mianmar não é muito simples, claro que você pode pegar um voo para Naypidal ou Mandalay, o problema é que o mais interessa em Mianmar fica distante das cidades onde o acesso aéreo é mais fácil. Resta o trem, complicado de usar ou tours que são vendidos em Naypidal ou na Tailândia e falando nisso, é mais fácil acessar o país pelo território tailandês.

Bagan e suas milhares de estupas

Bagan e suas milhares de estupas

Mas quando chegamos em Bagan, os olhos se perdem no meio a milhares de estupas, ou pagodas, que são esses templos no meio da mata e que parecem não acabar nunca, só são limitados a margem do Rio Irauádi.

Ali ficam as pagodas de Ananda Pahto, com seu belíssimo cimo dourado; Shwezigon Paya que aindsa hoje é muito disputado para cerimônias religiosas; Shwesandaw Paya, Dhamamyangyi, na região central; e Mingalazedi, próximo ao vilarejo de Myinkaba, Dhammayazika e Bupaya pertinho do Rio Irauádi.

Quase deserto, nada de multidões de turistas

Originalmente, essas estupas foram construídas para abrigar e conservar as  relíquias ligadas a Sidharta Gautama, o Buda. Não chega a ser um imenso cemitério, mas um lugar milenar de fé e adoração.

Independente de qual é qual, mais belo ou não, Bagan exerce na gente um fascínio carregado de uma energia muito boa. Não é um lugar abarrotado de turistas, apesar de as vezes chegarem em bando, mas o campo arqueológico é tão grande, que a gente consegue ter nosso momento de isolamento sem ser incomodado por ninguém.

E o pôr do sol único

E o pôr do sol único

Eu passei pouco tempo aqui, quero um dia ter a oportunidade de voltar com mais calma, alugar uma bicicleta e padalar o dia todo pelas planícies de Bagan, ou quem sabe, fazer um voo de balão para ver de cima a imensidão de estupas.

Para mim, Mianmar não foi um destino escolhido e planejado, aconteceu durante a minha viagem pela Ásia, certamente vale voltar para dedicar um tempo justo, mas ver Bagan, valeu por uma viagem inteira.


Sigam o Vou na Janela no Facebook e no Instagram.


 

Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Pin on PinterestPrint this page
mm

Fabricio Moura

Meu nome é Fabricio, moro em São Paulo, sou designer e apaixonado pelo mundo. Descobri que viajar é se perder e se encontrar. Se conhecer melhor e se amar mais. Acumular histórias e experiências. Vamos?

Seja o primeiro a comentar