Como é viajar de trem pela Alemanha

viajar de trem pela Alemanha

Viajar de trem pela Alemanha é simples, confortável e muitas vezes, mais barato que o avião. Vamos falar das vantagens? As estações são todas centrais, ou seja, você não terá que fazer longos deslocamentos até os aeroportos que sempre ficam mais distantes dos grandes centros. Você pode chegar na estação pouco antes da partida do trem, não precisa chegar com horas de antecedência, como nos aeroportos. Não precisa fazer check-in, não precisa passar por raio-x, basta chegar na plataforma e embarcar.

Eu fiz dois trajetos de longa distância dentro da Alemanha. De Berlim a Frankfurt e de Frankfurt a Munique. Todos os serviços operados pelo ICE, o trem de alta velocidade alemão, operados pela Deutsche Bahn.

Mas apesar de ser tudo tão simples, existem algumas dicas que podem te ajudar na hora de viajar nesses trens e de se localizar nas estações, saber qual é o seu vagão, por exemplo. Mas vamos pelo começo.

Comprando a passagem

Se você vai viajar de trem pela Alemanha, eu recomendo que você compre as passagens ainda no Brasil e com maior antecedência possível. Assim como no avião, quanto mais próximo da data da viagem, mais inflacionados os preços ficam.

Eu já fiz um super guia aqui no blog com um passo a passo de como comprar as passagens no site da Deutsche Bahn de maneira descomplicada. Recomendo que você leia esse post.

Mas também poderá comprar em qualquer estação, nessas máquinas como a da foto abaixo. As máquinas aceitam moedas, notas e cartões de crédito. Mas algumas só aceitam cartões e não são todos os cartões. Eu tive problemas para comprar um simples bilhete de trem em Berlim. Acho que por ser uma máquina antiga, ela não leu o meu chip do meu cartão.

E não tem jeito, a compra precisa ser feita nessas máquinas, pois a coisa mais rara de se ver na Alemanha são balcões de venda de passagens.

A máquina de vendas e ao lado o painel que indica as saídas.

A máquina de vendas e ao lado o painel que indica as saídas.

Outra dica importante: Na hora de comprar a passagem, pague a taxa adicional para a reserva de poltrona. Custa apenas 1,50 euro, sem a reserva, você vai ter que procurar onde se sentar no trem e além de nem sempre conseguir um bom lugar, tem o inconveniente de ter que sair da poltrona caso alguém já tenha reservado aquele assento para algum trecho dentro da viagem.

Na estação

Cada serviço tem um número, é como o número de um vôo. Chegando nas estações, é bom confirmar nos vários painéis eletrônicos, se a plataforma (em alemão, “Gleis”) marcada na sua passagem é a mesma da qual o trem vai partir. Raramente isso muda, mas é bom conferir.

Berlim Hauptbanhof: os trens de lomga distância partem do subsolo

Berlim Hauptbanhof: os trens de lomga distância partem do subsolo

Após localizar a sua plataforma, é fundamental saber em que parte da plataforma o vagão correspondente a sua poltrona vai estar estacionado. Como os trens ficam parados pouquíssimo tempo nas plataformas, é fundamental saber qual é o seu vagão para simplesmente não perder o trem, os ICEs tem padrões de numeração e até de tamanhos de composição diferentes.

Nesses painéis, como da foto abaixo, tem todos os trens que partirão daquela plataforma naquele dia. Note que tem o desenho do trem, onde o número do vagão corresponde a uma letra na plataforma, podendo ir de A a G.

Diagrama dos trens

Diagrama dos trens

Se você tiver alguma dúvida para entender a sua passagem, já que vem tudo escrito em alemão, no post que eu fiz sobre a compra da passagem no site da DB, eu explico cada um dos pontos do bilhete. Dá uma olhada aqui.

Os trens

Os ICEs são super modernos, como você pode imaginar. Atualmente tem três versões deles em operação. Os ICEs 1, 2 e 3, este último, o modelo mais novo. De Berlim a Frankfurt eu viajei no ICE 2 e de Frankfurt a Munique no ICE 3. Apesar de mais velho, o ICE 2 é mais espaçoso que o irmão mais novo.

ICE 3

ICE 3

As poltronas são idênticas nos dois modelos, o que muda é o espaço entre elas. Todas as poltronas tem um reclino um pouco tímido, mas são bem mais confortáveis que as poltronas dos aviões. Todas tem uma mesinha, luz de leitura e tomada elétrica, isso é muito bom.

Eu fiz todos os trechos na Segunda Classe e observando a Primeira Classe, não achei que valesse a pena a diferença de preços. Na classe superior as poltronas são um pouco mais largas e tem wi-fi grátis, que é pago na Segunda Classe, o preço é de 5 euros por 1 hora ou 8 euros pelo dia todo.

Poltronas da segunda classe

Poltronas da segunda classe

Todos os vagões tem compartimentos superiores para malas pequenas ou mochilas. Para malas maiores, existem alguns gabinetes em uma das extremidades dos vagões.

Para quem viaja em grupo, é legal comprar as poltronas em uma das várias cabines privativas que os vagões tem e o preço, é o mesmo da Segunda Classe.

Essas cabines são ótimas para quem viaja em grupo.

Essas cabines são ótimas para quem viaja em grupo.

Serviço de bordo

O serviço de bordo é pago, um funcionário passa uma vez pelos vagões com um carrinho vendendo algumas coisas, como café, chá e alguns snacks. A foto abaixo foi momentos depois de derramar quase todo café. Isso sempre acontece comigo =/

Deu tempo de fazer a foto antes e derramar tudo =/

Deu tempo de fazer a foto antes e derramar tudo =/

Além disso, todos os trens tem vagões restaurantes e um vagão bistrô. Eu não fui até esses vagões, mas olhando do lado de fora, parecem bem agradáveis. Os preços são honestos, nada exorbitante e eles distribuem um cardápio logo após o embarque.

E a viagem?

As viagens são tranquilas, o trem, apesar de atingir quase 300km/h em alguns trechos, é muito estável, não balança e mal sentidos essa velocidade toda. Os vagões são bem silenciosos, dá para relaxar, dormir e o melhor de tudo, apreciar a paisagem sem igual do interior da Alemanha.

Resumindo

Vale muito a pena viajar de trem pela Alemanha e pela Europa. Sobretudo se o seu trajeto for inferior a 6 horas de viagem, depois disso, o avião continua sendo a melhor opção. Os preços em geral são mais baratos e a gente não tem aquele desperdício de tempo que temos nos aeroportos.


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Fabricio Moura

Meu nome é Fabricio, moro em São Paulo, sou designer e apaixonado pelo mundo. Descobri que viajar é se perder e se encontrar. Se conhecer melhor e se amar mais. Acumular histórias e experiências. Vamos?

3 Comentários

  • Responder novembro 5, 2015

    Guilherme Fernandes

    E amigo, também viajei nos ICEs e da u última vez entre Áustria e Alemanha. Uma dica geral é se vc desce ou sobe numa parada intermediária da viagem -entre cidades não tão procuradas, o tempo de parada do trem se resume a dois, três curtíssimos minutos, o que o obriga a ficar atento ao seu destino / origem entre levantar-se, juntar e pegar seus pertences, descer malas (no meu caso era uma grande pesada e uma pequena tb pesada). Tem q ser ágil e rápido, pra nada esquecer antes do trem partir.

    Ah, e reservar o assento é muito bom….não corri o risco de sentar de costas para o sentido do trem. Ao chegar no assento observei um pequeno letreiro e eletrônico individual, que dizia o trajeto no qual aquele assento estava reservado (o meu, por acaso). Isso tb facilitava a checagem da passagem pelo funcionário do trem, que o fez apenas uma vez após minha entrada, e não toda vez que o trem parava em alguma estação, a exemplo de trens mais antigos.

    Ótimo post ! Abraço!

    • mm
      Responder novembro 5, 2015

      Fabricio Moura

      Vizíiiinho, é isso mesmo! O tempo de parada é muito curto, sabendo disso, quando a tripulação anuncia a parada, as pessoas já vão se levantando e indo em direção as saídas.

  • Responder novembro 5, 2015

    MUCIO BRETAS

    Parabens excelente post, me ajudou muito.

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