É seguro fazer uma viagem aérea durante a pandemia?

É seguro fazer uma viagem aérea durante a pandemia?

É seguro fazer uma viagem aérea durante a pandemia? Se uma das regras mais importantes para evitar a contaminação pelo novo Coronavírus é manter o distanciamento social, será seguro sentar tão próximo de outros passageiros dentro de um avião? É evidente que a gente tenha desconfiança e insegurança ao pensar em fazer uma viagem aérea enquanto não sair a vacina para o Covid-19. 

E sentir insegurança é natural, de trajetos curtos aos mais longos, podemos passar muitas horas confinados dentro de um ambiente fechado e com uma dezena ou centenas de outras pessoas. Mas não vamos nos basear no achismo e sim em pesquisas e estudos que já foram feitos para mostrar se é seguro fazer uma viagem aérea durante a pandemia.


É seguro fazer uma viagem aérea durante a pandemia?


O ar da cabine

Uma das minhas maiores preocupações em fazer uma viagem aérea durante a pandemia era justamente o ar da cabine. Confesso que antes da pandemia, eu achava que o ar ficava represado ali dentro por horas e horas. Mas não, felizmente eu estava errado. 

As aeronaves são equipadas com um avançado sistema de filtragem de ar HEPA, que captura 99,9% das partículas microscópicas, como bactérias e vírus, renovando o ar a cada 3 minutos. São os mesmos filtros usados nos centros cirúrgicos. E isso não foi implantado nas aeronaves agora, esse sistema já equipa os aviões há anos.


Pesquisas e estudos

Várias pesquisas e estudos foram feitos nos últimos meses para mostrar que é seguro voar e que o vírus não se espalhará pelo avião por conta desses filtros. 

Um dos estudos mais recentes foi conduzido pela USTranscom (United States Transportation Command) e chancelado pela IATA (Associação Internacional do Transporte Aéreo), que confirmou o baixo risco de transmissão a bordo das aeronaves. O mesmo estudo aponta que os riscos de contágio estão fora dos aviões, nos aeroportos.


Medidas de segurança nos aeroportos

Quando falamos em medidas de segurança nos aeroportos, não existe nada muito diferente do que vemos em outros lugares fechados. O uso de máscaras é obrigatório, boas práticas de higiene e manter o distanciamento social.

As companhias aéreas têm incentivado os passageiros a fazerem os procedimentos de check-in online, através dos sites e aplicativos. Os totens de autoatendimento nos aeroportos foram desativados. E caso o passageiro tenha que fazer o check-in nos balcões ou despachar as malas, as empresas pedem que os passageiros cheguem com até 3 horas de antecedência para voos domésticos.

Outra medida que foi implementada foi o fechamento das salas vip nos aeroportos. Muitas já reabriram com controle de entrada, uma medida que é questionável por alguns e bem recebida por outros. 


E dentro do avião?

Mas de que adianta tanta precaução nos aeroportos, se no fim das contas a gente vai se sentar a poucos centímetros dos outros passageiros? A ideia de manter as poltronas do meio bloqueadas não passou de uma utopia, assim como as muitas soluções com divisórias de acrílico ou outras ideias mirabolantes que vimos meses atrás.

O ar da cabine em tese não é uma preocupação, já que ele é renovado e que os filtros HEPA removem 99,9% das bactérias e vírus no ar. As empresas dizem que os aviões estão sendo rigorosamente higienizados. Devemos confiar?

No fim das contas, o que vai proteger a gente de fato é o uso constante de máscaras e algumas medidas que nós podemos tomar para a nossa segurança. Não custa passar um lenço antisséptico com álcool em gel nas superfícies como braços da poltrona, cintos de segurança, mesinha de refeições e telas do sistema de entretenimento, caso tenha. Sim, é permitido levar álcool em gel na bagagem de mão com algumas regras. O que não pode é o álcool líquido.

Se o uso de face-shield for trazer mais segurança para você, use-o. Algumas empresas aéreas como a Qatar Airways tornaram obrigatório o uso do equipamento a bordo por passageiros e tripulantes.

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Por mais que a gente se sinta inseguro, viagens são necessárias por diversas razões. O cerne da questão aqui é manter os cuidados pessoais para minimizar os riscos.

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Fabricio Moura

Meu nome é Fabricio, moro em Bangkok na Tailândia, sou designer e apaixonado pelo mundo. Descobri que viajar é se perder e se encontrar. Se conhecer melhor e se amar mais. Acumular histórias e experiências. Vamos?

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