Estas são as 3 piores turbulências que eu já passei

piores turbulências

Se você tem medo de voar e entra em pânico só de pensar em uma turbulência, eu preciso te dizer que turbulência é desagradável sim, mas é um evento que não derruba avião. E nessas idas e vindas mundo afora, eu já passei por situações bem tensas. Sabem aqueles momentos que, mesmo sabendo que voar é seguro, a gente se borra todo achando que vai morrer? Pois é, já passei por isso algumas vezes e eu vou listar para você as 3 piores turbulências que eu já passei, da menos pior para a pior de todas.

Mas antes de entrar na minha lista, eu já escrevi um post aqui sobre o medo de voar e dicas para ajudar a quem tem esse medo. Recomendo a leitura.

As 3 piores turbulências que eu já passei


As 3 piores turbulências que eu já passei


Rio x São Paulo

A primeira grande turbulência foi pesada e já foi uma grandes turbulências que eu já passei. Eu estava indo de São Paulo para Londres com uma conexão no Rio, voo que na época era operado pela TAM.

Esse voo entre o Aeroporto de Guarulhos e o Galeão era operado por um Airbus A330-200 e por conta da curta distância entre São Paulo e Rio, a aeronave não sobe até a altitude de cruzeiro. Pouco antes da decolagem caiu um temporal em São Paulo, aquelas chuvas de verão que castigam a cidade todos os anos.

Decolamos ainda com chuva e foi aí que a turbulência começou. No começo foi fraca, mas desagradável, porém no meio da viagem a coisa desandou. Começou a sacudir tanto que parecia que a gente ia voar das cadeiras, eu suava frio e tentava manter a sanidade. O copo de água que estava na minha mão voou umas 5 fileiras a frente, jogando água em todo mundo pelo caminho. O sistema de entretenimento desligou e reiniciou, ficou travado mostrando uma tela de inicialização do sistema operacional Linux, uma tela preta cheia de números. Mais um sinal de que a coisa foi feia.

O senhor que estava do meu lado vomitou no corredor, depois disso começou um festival de vômitos. Parecia que um puxava o outro, sabe? Tipo quando uma pessoa boceja e todo mundo começa a bocejar em sequência? Amigos, o avião ficou nojento e eu sabia que aquela aeronave ia seguir para Paris ainda naquela noite. Pobre equipe de limpeza.

Pousamos no Rio para alívio de todos, teve até aplausos. E eu só queria sair de dentro daquele avião fedido. Eu achava que aquela seria a pior turbulência da minha vida, sabe de nada, inocente!

As 3 piores turbulências que eu já passei


Siem Reap x Bangkok

O voo entre Siem Reap no Camboja e Bangkok na Tailândia é relativamente curto, pouco mais de uma hora de duração. Eu voava com a Airasia, uma das maiores e mais importantes companhias aéreas do segmento low-cost da Ásia.

E a Airasia tem um histórico preocupante de acidentes e incidentes (leiam aqui), mas claro que na hora de comprar a passagem o baixo preço falou mais alto e apesar desse histórico, eu não deixaria de voar com eles. Eu não tenho medo de voar, só pra deixar claro.

O voo partiu cedo de Siem Reap e a viagem toda foi normal, até que na aproximação para o pouso em Bangkok o avião começou a tremer muito. Pouso em Bangkok é sempre um pouco turbulento mesmo, o que ajuda a explicar é a diferença de temperatura entre as camadas mais frias da atmosfera e o bolsão de ar quente e úmido que fica em cima da Tailândia.

E aquela tremedeira ia aumentando a medida que o avião fazia as manobras para o pouso no Aeroporto Internacional Don Mueang, onde operam a maioria das low-costs em Bangkok. Chegou a um ponto que a gente não conseguia mais segurar nada na mão, até que as pessoas começaram a bater com o rosto na poltrona da frente.

Eu fiquei em posição de pouso de emergência, mesmo que não fosse um pouso de emergência, mas eu fiquei naquela posição – se apoiando na poltrona da frente – para não bater com o rosto na poltrona e me machucar.

Eu posso estar muito enganado, mas quando olhei da janela eu vi o avião muito em cima das casas no entorno do aeroporto. E aí sentimos um forte impulso e o avião começou a subir de novo. Foi uma arremetida, um procedimento absolutamente normal, mas as pessoas começaram a se desesperar.

Fizemos a volta, o que parece ter durado uma eternidade e conseguimos pousar em segurança. O avião parou em uma posição remota e na porta do avião já estavam várias ambulâncias e equipes de socorro. Muitas pessoas se machucaram batendo o rosto nas poltronas da frente, acho que o pequeno espaço entre as poltronas da Airasia pode ter piorado as coisas.

Eu desembarquei relativamente bem, estava tremendo e me sentindo muito ansioso. Foi estranho e foi bem pior que a primeira grande turbulência que eu enfrentei pois neste caso, muitas pessoas se machucaram.

No dia seguinte eu recebi uma ligação da Airasia perguntando se eu gostaria de receber acompanhamento psicológico. É, essa realmente foi uma turbulência séria.

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As 3 piores turbulências que eu já passei


Lisboa x São Paulo

Meu voo com a TAP Portugal saiu de Lisboa por volta das 23h, a rota era operado por um antigo, mas confiável Airbus A340-300. Estas aeronaves estão sendo finalmente aposentadas da frota da TAP depois de quase 25 anos de uso, um verdadeiro dinossauro voador.

O voo estava normal, a tripulação serviu o jantar e quando já estávamos sobre o Oceano Atlântico se distanciando da costa africana, as luzes foram apagadas para que os passageiros pudessem dormir.

O voo não estava lotado, eu estava espalhado em duas poltronas e depois de um dia batendo perna em Lisboa, eu apaguei. Devo ter dormido por umas 3 horas e já acordei no meio de uma turbulência muito forte. Rapidamente eu me sentei e apertei o cinto, olhei no mapa de navegação e estávamos próximos de onde caiu aquele voo da Air France que ia do Rio para Paris em 2009. Confesso que sempre que passo por essa região eu fico um pouco encabulado.

Ali é a Zona de Convergência do Atlântico ou Zona de Convergência Intertropical. Onde o tempo muda constantemente, tempestades são formadas e onde nascem muitos furacões que seguem para o Caribe e depois para a América do Norte. Por tanto, é uma região onde é muito comum ocorrerem turbulências.

E o sacolejo começou forte e foi piorando, parecia uma montanha russa, subindo e descendo absurdamente enquanto o corpo era jogado de um lado para o outro. As pessoas acordaram já desesperadas. tinham passageiros sem cinto e eram jogados para fora das poltronas. Por isso a importância de sempre manter os cintos, principalmente quando for dormir.

Uma moça voou pelo corredor na minha frente, foi uma das imagens mais assustadoras. A tripulação aos berros dizendo para todos manterem os cintos. Tinha gente chorando, gritando e aí aconteceu o pior… as luzes se apagaram, o ar condicionado desligou, os monitores de tv desligaram e ficamos em completo escuro no meio do Oceano Atlântico.

Pela primeira vez eu pensei que fosse morrer e passa um filme na nossa cabeça. Durante esse momento eu imaginaria que as pessoas estariam aos berros, mas foi o contrário, as pessoas ficaram em absoluto silêncio. E era um silêncio assustador, eu só ouvia o barulho dos motores do avião e um ou outro suspiro a distância.

Alguns comissários começaram a percorrer a cabine com lanternas ajudando as pessoas que estavam fora dos seus lugares. E quando a gente percebe o nervosismo dos tripulantes, é porque certamente tem algo bem errado. E no meio de tudo isso, a turbulência constante. Parecia que não ia acabar nunca.

Eu perdi a noção do tempo, parecia que estava em um buraco negro, ou trem fantasma. Acho que a turbulência durou uns 40 minutos e ficamos mais de 1 hora no escuro. Depois as coisas foram se acalmando, até que a turbulência acabou. A energia da cabine voltou algum tempo depois e pudemos ver o estado em que ficou o avião.

Muitos bagageiros abriram, tinham malas espalhadas por todos os lados, sujeira, vômito e muitas pessoas em pânico. Ainda estávamos distante 2 horas da costa brasileira, achava que fossemos descer em Fortaleza ou Recife, mas seguimos direto até São Paulo. Acredito que justamente por não ter ninguém machucado e que a aeronave tinha condições normais de voo.

Pousamos em São Paulo umas 5 horas depois. O restante do voo foi tenso, ninguém relaxou, mas como relaxar depois disso?

As 3 piores turbulências que eu já passei

***

Volto a dizer, por mais assustador que seja, turbulência não derruba avião. Voar é seguro e jamais deixaria de voar por medo de turbulência ou por causa de algum acidente ocorrido. Morrem mais pessoas no trânsito do que voando, morrem bem mais pessoas vítimas de arma de fogo no Brasil do que em acidentes aéreos no mundo inteiro.


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Fabricio Moura

Meu nome é Fabricio, moro em Bangkok na Tailândia, sou designer e apaixonado pelo mundo. Descobri que viajar é se perder e se encontrar. Se conhecer melhor e se amar mais. Acumular histórias e experiências. Vamos?

4 Comentários

  • Responder abril 1, 2019

    Thereza Wanderley

    Nossa! Realmente assustador seu relato, mas sou do seu mesmo time, acredito na segurança dos aviões e não tenho medo de voar!

    • mm
      Responder abril 1, 2019

      Fabricio Moura

      Acho que nunca teria medo de voar, amo! Mas as turbulências assim assustam.

  • Responder abril 1, 2019

    Paulo Sousa

    Fabrício. Esse post não ajudou! Hahahaha… Rpz… Eu peguei algumas turbulências que me assustaram mas nada que fizesse as pessoas serem lançadas.

    • mm
      Responder abril 1, 2019

      Fabricio Moura

      hahahahaha calma, voar é seguro, mas turbulências acontecem.

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