Parque Nacional Aparados da Serra: Leia antes de visitar

Aparados da Serra

Na semana passada eu visitei o Parque Nacional Aparados da Serra, na divisa entre os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Nos próximos dias, eu vou estar publicando vários posts sobre a minha visita, que foi nada menos que sensacional.

Se você pretende conhecer o lugar, leia esse post e fique ligado aqui no blog nos próximos dias.

Como eu disse, o parque fica na divisa entre os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, toda a parte superior do parque pertence ao Rio Grande do Sul e um metro abaixo da borda dos cânions já pertencem a Santa Catarina. Os cânions formam a fronteira natural entre os dois estados.

Para quem pretende visitar a parte superior, onde fica a sede do Parque Nacional, a cidade mais próxima é Cambará do Sul. De lá, são aproximadamente 20 quilômetros de estrada de terra, podendo ser bem ruim em alguns trechos.

Para quem pretende visitar o interior dos cânions, a cidade mais próxima é Praia Grande, em Santa Catarina e de lá, o acesso é fácil para as trilhas do Rio Malacara, Rio do Boi, Itaimbezinho e Cânion Fortaleza.

Apesar da cidade de Cambará do Sul ser a mais famosa, para mim, Praia Grande é a melhor opção, pois o acesso é bem fácil para quem vem de Porto Alegre (pista dupla), e de Florianópolis (pista simples na mairo parte do trecho), pela BR-101 e depois um trecho de 29 quilômetros pela SC-450 em pista simples, mas com ótimo asfalto.

Além do fácil acesso, a maior vantagem para quem vai se basear em Praia Grande é que como a cidade está na base dos cânions, você consegue fazer a grande maioria das trilhas sem ter que fazer grandes deslocamentos. E para fazer o passeio na parte superior, onde fica a sede do Parque Nacional, basta subir a serra por uma estrada a uma distância de 17 quilômetros.

Para quem vai visitar a região, é indispensável contratar um guia, eu fiz todos os passeios com o pessoal da Verdes Canyons, os caras são realmente ótimos. Nunca faça qualquer trilha sem um guia, pode ser bem perigoso. Os caras sabem quando uma trilha pode ou não ser feita, se tiver risco de chuva forte, as trilhas são suspensas por risco de enxurrada, por exemplo.

Além disso, as estradas que dão acesso aos cânions e ao topo do parque não são asfaltadas e fazendo o passeio com os guias, eles nos levam nos carros deles, veículos mais adequados para esse tipo de terreno.

Outra coisa que você precisa saber, é que o tempo na região muda constantemente. As vezes os cânions podem ficar encobertos por dias seguidos. De maio a agosto, nos dias frios, o tempo fica mais aberto e sem neblina, o que possibilita uma visão melhor dos cânions. No restante do ano a neblina cobre a região, mas ainda assim é uma experiência interessante.

Quando eu fui, a neblina estava desacreditando o passeio, mas mesmo assim o tempo abriu e conseguimos ter uma visão legal do cânion Itaimbezinho.

Eu amei ter conhecido essa região do Brasil, um passeio tão legal e que muitos brasileiros nem sabem que existe. Em tempos de alta do dólar, é uma ótima opção de turismo de aventura na região sul do país.


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Fabricio Moura

Meu nome é Fabricio, moro em São Paulo, sou designer e apaixonado pelo mundo. Descobri que viajar é se perder e se encontrar. Se conhecer melhor e se amar mais. Acumular histórias e experiências. Vamos?

6 Comentários

  • Responder fevereiro 12, 2016

    Gabi da Cunha

    Olá, tudo bem Fabrício?
    Li seus posts sobre os canyons e achei muito válidas suas sugestões quanto a hospedagem e guia de turismo. Minha dúvida é: ficando em Praia Grande é possível ver os paredões rochosos “de cima para baixo”, ou basicamente as trilhas percorridas se restringem a base do parque?
    Como você bem falou, em função da neblina, as fotos não ficam muito claras quanto a esse enquadramento 🙂
    Obrigada pela atenção.
    Um abraço,

    • mm
      Responder fevereiro 12, 2016

      Fabricio Moura

      Oi Gabi, tudo bem? Os passeios que partem de Praia Grande visitam tanto a parte de baixo, quanto a parte de cima do parque. Tem uma estrada que os guias nos levam em veículos 4×4. Procura o Paulo da Verdes Canyons, eles são muito gente boa.

      Abraços!

  • Responder fevereiro 18, 2016

    Gabi da Cunha

    Oi Fabrício, já entrei em contato com eles. Mencionei seus posts, sempre muito bacanas por sinal. Obrigada pela atenção. Sucesso na jornada.

  • Responder novembro 17, 2016

    Isa Frantz

    Olá, Fabrício, adorei as suas dicas. Inclusive estava mesmo na dúvida entre Cambará do Sul e Praia Grande e o seu post foi decisivo. Pedi inclusive um orçamento pro pessoal da Verdes Canyons. Mas o seu post não cita o mês da sua viagem… estou querendo ir em janeiro 2017, mas tenho receio dos nevoeiros… todo mundo fala que no verão são muito frequentes. Abraço, Isa

    • mm
      Responder novembro 18, 2016

      Fabricio Moura

      Oi Isa, tudo bem? Eu fui em dezembro do ano passado e sim, os nevoeiros são constantes no verão, mas não desanime, pois o tempo muda sempre e foi assim comigo.

  • Bom dia Fabrício!
    Sou o Luciano proprietário da APARADOS Turismo Receptivo de Praia Grande SC, sou Guia nativo dos Canyons, também dou informação para que as pessoas possam tirar o melhor proveito de sua experiencia na região dos canyons, também tenho um 4×4 para quem quiser visitar os Canyons, estou a disposição!

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