Eu estava na Cidade do México durante o terremoto de 2017

terremoto de 2017

Eu estava me preparando para dormir quando a cama começou a balançar. Não entendi o que estava acontecendo, me levantei e fui até a janela, abri a persiana e olhei para a rua, ela “andava” de um lado para o outro. Parecia que eu estava em um barco, ou em me equilibrando em cima de um bolo de gelatina. Era um terremoto.

Eu estava na Cidade do México quando o maior terremoto que já atingiu o país desde 1932 balançou a cidade. Foram 8.2 graus escala Richter, aquela que mede a intensidade dos abalos sísmicos.

O terremoto de 2017 foi ainda maior que o terremoto de 1985 que destruiu a capital mexicana e deixou mais de 5 mil mortos, mas dessa vez, ele foi longe e mais profundo.

Por diversas vezes eu já fiz uma espécie de planejamento mental para casos de emergência. O que fazer se meu apartamento pegar fogo, se sofrer um acidente aéreo, se estiver no alvo de um tsunami… Nem sempre a gente consegue tomar uma ação lógica, mas no terremoto do México eu consegui manter a calma e ser racional.

Quando eu percebi que era um terremoto, o meu primeiro reflexo foi pegar meu passaporte, pois é o nosso bem material mais importante quando estamos fora do país. Claro, um documento de emergência pode ser emitido, mas se conseguir salvar o seu, melhor ainda.

Peguei a minha carteira de viagem com documentos, dinheiro e cartão de crédito, um casaco e o meu computador. Isso não levou 15 segundos. Deixamos o quarto e descemos pelas escadas, o que também não é recomendado para quem está acima do segundo andar. Mas naquele momento, só queríamos sair do hotel.

A rua ficou cheia de pessoas. Alguns nervosos, outros apreensivos ou mantendo uma calma aparente. Veio um segundo tremor que fez com que os alarmes de alguns carros disparassem.

Ambulâncias e carros de serviços de emergência passavam a todo momento, de um lado para o outro. As pessoas deixaram seus quartos com a roupa que estava no corpo. A noite gelada da Cidade do México era cruel.

Ficamos na rua por um tempo, até que começaram a pipocar notícias de que tinha sido um terremoto de grande magnitude, talvez, o maior que esse país já tivesse sentido. As notícias chegavam e nenhuma orientação foi dada. Dizem que o alarme de abalos sísmicos tocou em toda cidade, eu não ouvi. Acho que não o reconheceria, nunca ouvi um alarme desses antes.

O terremoto do México de 2017 foi grande, o epicentro foi no sul do país, no estado de Chiapas, mas também fez vítimas em Oaxaca e Tabasco. Até o momento em que eu escrevi esse post, já eram mais de 90 vítimas fatais.

O presidente foi a TV dizer que poderiam acontecer réplicas, algumas intensas. Foram mais de 900 até agora, não senti mais nenhuma, ainda bem. Mas aí vem a pergunta: o que fazer em um terremoto?

No dia seguinte ao terremoto, as emissoras de rádio e televisão davam orientações. Uma rádio dizia a cada 10 minutos que as pessoas preparassem mochilas de emergência com documentos, roupas, dinheiro, água e comida e deixassem junto as portas para uma evacuação de emergência.

Pediam também para que ninguém entrasse em pânico, mantivessem a calma e não espalhar ou acreditar em boatos.

Mas existem algumas ações que podem ser tomadas, como procurar locais estáveis, longe de prédios, cabos elétricos e postes. Quem estiver em prédios deve evitar os elevadores, se o prédio desalinhar você pode ficar preso. As escadas também são instáveis. Uma opção é ficar embaixo de estruturas mais firmes, como vigas ou ficar junto a paredes resistentes. Evitar ficar perto de vidros, janelas, luminárias, ventilador de teto.

No momento do desespero, a gente pode ficar perdido, sem saber o que fazer. Sobretudo quando não estamos acostumados a tais eventos. Uma coisa que impressionou foi a calma dos mexicanos, para eles, tremores são normais, acontecem sempre, em menor grau.

Considerando tantos eventos climáticos como furacões que vem assolando a região do Caribe, tufões na Ásia a agora abalos como esse terremoto do México, acho válido considerar um planinho de emergência quando forem planejar as suas viagens.



Aqui no Vou na Janela tem um post super completo com dicas de onde ficar na Cidade do México. Recomendo a leitura, mas você pode conferir as principais dicas aqui embaixo:

Eu me hospedei no hotel One Ciudad de Mexico Alameda. É uma rede e para quem não conhece, é tipo um Ibis melhorado, vale super a pena. O quarto tinha um bom tamanho, cama confortável, bom banheiro. O café da manhã é simples, mas atendia bem. 

Nesta mesma região, outro hotel muito bem recomendado é o NH Mexico City Centro Historico. O hotel oferece restaurante, academia, bar e lounge. O NH Mexico City Centro Historico é o tipo de hotel para você não ter dor de cabeça.

Quem busca uma excelente opção no coração do cetro histórica da Cidade do México, a minha dica é Santo Domingo Hotel Boutique. O hotel funciona em um casarão antigo que foi revitalizado.

Hilton Mexico City Reforma é ideal para quem busca conforto, busca uma hospedagem na região do centro histórico e pode pode investir um pouco mais em hospedagem. 

Agora, quem busca hospedagem confortável e com preços baixos, o City Express Ciudad de Mexico Alameda é uma excelente opção.

Se você procura luxo, mas em quebrar o cofrinho, O St.Regis Mexico City é uma excelente opção. Conhecido como um dos melhores hotéis da Cidade do México, o St.Regis Mexico City tem quartos grandes e confortáveis, 3 restaurantes, piscina, academia e amenidades de luxo.

Mexico City Marriott Reforma Hotel é uma excelente opção de hospedagem na Cidade do México da região da Reforma. 


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Fabricio Moura

Meu nome é Fabricio, moro em Bangkok na Tailândia, sou designer e apaixonado pelo mundo. Descobri que viajar é se perder e se encontrar. Se conhecer melhor e se amar mais. Acumular histórias e experiências. Vamos?

6 Comentários

  • Responder setembro 11, 2017

    Erika

    Quando fiquei sabendo das notícia de terremoto lembrei de você, porque tinha visto no instagram que você estava lá. Graças a Deus não aconteceu nada grave.

    • mm
      Responder setembro 11, 2017

      Fabricio Moura

      Oi Erika, tudo bem? Aqui foi só um susto mesmo, mas não quero passar por isso nunca mais.

  • Responder setembro 11, 2017

    Eder

    Foi o maior susto aqui quando fiquei sabendo! Mas tudo deu certo e você conseguiu descer sem mais problemas. Muitas vezes ou nunca pensamos nesses casos quando fazemos uma viagem, eu sempre penso em fogo porque é algo que tenho pavor, então todo local que entro procuro aprender sobre as saídas e tentar gravar locais de emergência, sempre importante ter isso em mente.

    • mm
      Responder setembro 13, 2017

      Fabricio Moura

      Na verdade foram vários pequenos tremores depois, ontem a noite mesmo teve mais um, só que bem mais leve.

  • Responder setembro 19, 2017

    Isabel Borgert

    Olá
    Eu nem me imagino como seria estar em um local fora do meu país e numa situação destas, meu Deus que horror.
    Mas você a meu ver tem sangue frio em ? agiu com estrema calma pelo visto.
    Parabens pelo post, texto inteligente fiquei vivenciando a situação com tua narrativa.
    Abraços

    • mm
      Responder setembro 20, 2017

      Fabricio Moura

      Imagina que ontem aconteceu um muito pior, ainda bem que eu não estava mais lá.

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