O que é essa nova classe subeconômica?

subeconômica

Essa semana a notícia sobre o surgimento de uma nova classe subeconômica correu a mídia especializada mundo afora. Pensar na possibilidade de existir uma classe ainda inferior a econômica pode fazer a gente pensar a que ponto chegamos. Lendo dessa forma, parece que vamos viajar de pé, segurando um corrimão preso no teto do avião.

Essa notícia me fez lembrar daqueles estudos feitos pela Airbus para colocar mais e mais pessoas na mesma cabine das aeronaves. Com base nas imagens do projeto, é uma visão assustadora do que pode estar vindo pela frente nos próximos anos.

Puleiro

Puleiro

Sobre essa subeconômica ainda não é esse puleiro que a Airbus tem estudado, é algo um pouco mais aceitável. Por outro lado, a fabricante já apresentou uma opção de layout interno do Airbus A380 com mais poltronas por fileira. Santo aperto, Batman.

A Airbus apertou ainda mais

A Airbus apertou ainda mais

Mas antes, vamos entender que o mercado de aviação vive uma crise. Se aqui no Brasil as empresas sofrem com os custos em dólar, como o leasing, compra de aeronaves e o combustível, nos Estados Unidos é a concorrência com as empresas low coast, com o trem e principalmente com o domínio das empresas do golfo – Emirates, Etihad e Qatar – que vem tirando o sono das gigantes do mercado e obrigando as empresas a cortarem custos para se tornarem rentáveis e voltarem a crescer.

A ideia dessa subeconômica, chamada nos Estados Unidos de “last class” ganha força e a Delta Airlines está sendo a pioneira nesse lançamento. Mas antes que você imagine que essa subeconômica seja o fim dos tempos, não é bem assim. Os assentos da classe econômica que temos hoje permanecem os mesmos (estreitos, desconfortáveis, apertados e com pouco reclino), o que muda são alguns benefícios básicos que serão extinguidos, como a marcação de assentos. O passageiro vai se sentar onde estiver vago e embarcar por último. O reembolso de passagens não será possível, se você não puder viajar, perderá o dinheiro. A remarcação fica mais complicada, sujeita a multas e tarifas e mais tarifas.

Indo mais além, o passageiro será cobrado para despachar bagagem e nada de serviço de bordo, mas isso já não é nenhuma novidade. Pelo lado bom, as tarifas prometem ser mais em baratas e para quem viaja só com a mala de bordo e não se importar com onde vai se sentar, vai pagar menos e viajar do mesmo jeito.

Eu participo de um fórum onde os integrantes reagiram negativamente a notícia, principalmente questionando a extinção total do já quase extinto serviço de bordo. Por outro lado eu penso que se esses cortes resultarem em melhores preços de passagens, para mim é isso que importa.

Velhos tempos

Velhos tempos

Em uma viagem de ônibus de 1 hora a gente sobrevive sem comer, sendo assim, por que não sobreviveríamos a 1 hora de vôo sem comida? As vezes o vôo é tão curto que não da tempo de servir todo mundo corretamente.

Essa postura do passageiro vem lá de trás, de quando viagem aérea significava luxo, como nos tempos da Varig. Mas naquela época as passagens também custavam pequenas fortunas, hoje todo mundo pode voar, mas não vai comer filé ao molho madeira em porcelana com talheres de inox na classe econômica em um vôo entre Rio de Janeiro e São Paulo.

O que você prefere?

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Fabricio Moura

Meu nome é Fabricio, moro em São Paulo, sou designer e apaixonado pelo mundo. Descobri que viajar é se perder e se encontrar. Se conhecer melhor e se amar mais. Acumular histórias e experiências. Vamos?

2 Comentários

  • Responder março 10, 2016

    Nadia Brauwers

    Também acho que se a passagem diminuir, eu topo. E veja que eu já viajei pela Varig, com talher de inox (que eu levava prá casa,rsrsrs) e aqueles manjares todos. Tenho 68 anos e viajei pela primeira vez de avião aos 15 anos, quando ao invés de festa quis uma viajem ao Rio ( deixando a “familia” de cabelo em pé, pelo inusitado na época). Há dois anos viajei um mes pela Europa com dois amigos…(agora já estão acostumados comigo e os tempos mudaram, graças a Deus). Voltando ao assunto, onde tem serviço de bordo hoje em dia que se preze? O melhor que conheci, nos últimos anos, foi da Malasian (quando fui para Kuala Lumpur, era maravilhoso há dez anos, agora não sei). Sou aposentada pelo INSS e se for mais barato, to indo até no corredor…deitada é claro,rsrsr. Te sigo e amo teus posts, parabéns!

    • mm
      Responder março 10, 2016

      Fabricio Moura

      Isso mesmo Nadia, também peguei a época da Varig, que saudade. E se for barato, vou no corredor também =)

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