Londres: a Agulha de Cleópatra

Cleópatra

Londres é uma cidade que releva sempre uma nova surpresa em cada canto, quem passa por Victoria Embankment, próximo à estação Embankmen do metrô e a ponte Waterloo, vai reparar em um obelisco cheio de hieroglifos rodeado por duas esfinges de bronze na beira do Rio Tâmisa. Trata-se da “Agulha de Cleópatra”.

A primeira vez que eu vi aquele monumento eu não sabia nada sobre ele, olhei no meu guia de viagens e nenhuma linha. Na base do obelisco uma placa que explica do que se trata, mas a história mais a fundo eu descobri pesquisando no British Museum.

A plaquinha que explica alguma coisa

A plaquinha que explica alguma coisa sobre a Agulha de Cleópatra

Em 1819, o Egito presenteou o Reino Unido com um obelisco de 1460 A.C pelas vitórias de Lord Nelson na Batalha do Nilo e de Ralph Abercromby na Batalha da Alexandria. Uma homenagem do governo daquele país pelos feitos do britânicos naquele canto do mundo.

Pois o que aconteceu é que, transportar um monumento 224 toneladas e 21 metros de altura até Londres não era uma tarefa muito simples, os barcos militares da marinha real não tinham condições técnicas de levar e teriam que pagar por um serviço mais especializado e estamos falando de 1800 e bolinha.

Imagina o trampo?!

Imagina o trampo?!

Diante desse cenário, o governo britânico enrolou, enrolou e não quis pagar para levar o presentinho para casa. Quando a situação já estava bem constrangedora, isso 57 anos depois, os britânicos embarcaram o mimo em um casulo construído especialmente para ele com destino a Londres.

A viagem até a Inglaterra foi um pesadelo, com o mar revolto e várias tempestades, o casulo que levava o obelisco se chocou contra o barco e matou 6 marinheiros e quase que o próprio barco ia junto para o fundo do Mar Mediterrâneo. O povo já começou a falar que era maldição.

Uma das esfinges

Uma das esfinges

Em 1878, finalmente o obelisco foi erguido na margem do Tâmisa, onde se encontra até hoje, quase 60 anos depois do presente ser dado aos ingleses. Porém, quando ele foi “inaugurado”, ainda não era chamado de Agulha de Cleópatra, ou Cleopatra’s Needle no bom e velho inglês. Acontece que eram dois monumentos iguais e o outro foi presenteado aos Estados Unidos, que o colocou no Central Park em 1888. Naquela época, ele começou a ser chamado de Cleopatra’s Needle, não por ter uma ligação direta com a famosa rainha do Egito, mas começou a ser chamado assim pois eles foram encontrados perto do templo de Caesareum, construído por Cleópatra na antiga Alexandria.

Depois que os americanos começaram a chamar o monumento de Agulha de Cleópatra, os britânicos fizeram o mesmo. Reza a lenda que ambos os monumentos são mal assombrados e carregam uma maldição e durante muito tempo os britânicos até evitavam o lugar a noite. Ah, as lendas!

E as duas esfinges de bronze? Ah, é só para decorar mesmo, mas são bem bonitas.

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Fabricio Moura

Meu nome é Fabricio, moro em São Paulo, sou designer e apaixonado pelo mundo. Descobri que viajar é se perder e se encontrar. Se conhecer melhor e se amar mais. Acumular histórias e experiências. Vamos?

2 Comentários

  • Responder julho 24, 2016

    Carlos Henrique Camargo

    Achei que eu fosse o único a reparar nos Cleopatra’s Needle ao redor do mundo!
    Faltou você citar o que está na Place de la Concorde, em Paris.
    Ano passado visitei o terceiro no Central Park, missão cumprida!

    • mm
      Responder julho 24, 2016

      Fabricio Moura

      Verdade Carlos, curioso como muitas pessoas passam por ela sem se dar conta da história por trás.

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