Como visitar o British Museum em Londres de forma correta

como visitar o British Museum

Na minha primeira tentativa de visitar o British Museum eu bati com a cara na porta, quase literalmente. Era uma manhã gelada de um 26 de dezembro, tinha passado o natal em Londres e acordei super disposto para visitar o famoso museu.

Mas eis que eu cometi um erro de principiante, não verifiquei antes se o museu abriria naqueles dias depois do natal. Claro, isso já tem muitos anos e com a prática viajandeira a gente chega a perfeição.

Pois bem, não só o British Musem estava fechado, como muitas coisas em Londres não funcionavam. Até mesmo o metrô da cidade, o amado Tube estava com operação reduzia. Para completar o quadro, o frio estava abaixo de zero.

O que restava era voltar para o hotel, relativamente perto do museu, arrumar a mala e rumar para o aeroporto, meu retorno para o Brasil era a noite.

Eu fiquei com aquela sensação de dever não cumprido. Eu tinha passado uma semana em Londres e deixei para visitar um dos lugares mais bacanas no dia em que ele não estava aberto e ainda mais cometendo o erro grosseiro de não verificar os horários de funcionamento.

Dois anos depois eu voltei.

No meu segundo dia em Londres eu fui pagar a promessa, no caso, visitar o British Museum.

Londres é uma cidade cara, mas tem coisas na terra da rainha que me agradam muito e uma delas é a variedade de museus com entrada gratuita e visitar o British Museum sem pagar nada é maravilhoso.

Entrada do British Museum

Uma visão panorâmica mostra o casamento do antigo com o moderno

Pedra de Roseta

Um lugar que guarda fragmentos – pilhados, conquistados e presenteados – das mais importantes civilizações do nosso mundo. Um espaço em que a gente mergulha na Roma antiga, emerge no Paternon Grego, mira a Pérsia e ainda flerta com culturas asiáticas, africanas e americanas, de norte a sul.

Visitar o British Museum é uma experiência acima de tudo. Agora eu chego na razão do título desse post.  A “forma correta” de visitar esse lugar grandioso é dedicando tempo a ele.

Tesouros egípicios

Vários bustos

Sarcófagos

Mais bustos

Eu já vi posts em diversos blogs com roteiros do tipo “o que ver no British Museum em 1 hora”. Como se um lugar dessa magnitude fosse uma revista de viagem que você folheia e passa para outra.

Mas também entendo que nem todo mundo tem tanto tempo assim para se dedicar a um único museu, mas faça um esforço e dedique pelo menos um dia a visitar o British Museum.

O lugar foi aberto em 1753 e por muitos anos foi a atração mais visitada do Reino Unido, ele reúne mais de 8 milhões de peças que ajudam a contar a história de conquistas, lutas, guerras, nascimento e declínio de civilizações, há mais de 2 milhões de anos até o nosso presente.

Sarcófagos

Gatíneos mumificados

Lá dentro, as peças são organizadas por pavilhões, os melhores são o egípcio e o grego. Todas as peças que ali foram resgatadas por exploradores financiados pelo British Museum nesses lugares. Tem quem chame de roubo, o museu diz que são “tesouros da humanidade que precisam ser compartilhados com o mundo”. Faça seu próprio julgamento.

É lá que está a famosa Pedra de Roseta, a pedra que reúne inscrições em três línguas e que foi usada para decifrar os hieróglifos egípcios. Dentro do pavilhão a gente encontra vários sarcofagos, bustos e entre eles o de Ramsés II (capa do post) um dos mais bonitos e impressionantes.

Murais de pérsia

Mais e mais peças

Relíquias do oriente

Se não me falhe a memória, essa peça veio de Angkor Wat no Camboja

Mais relíquias do oriente

Paredes inteiras, muitas e muitas esculturas e múmias. Mas não só múmias humanas, mas de animais. Muitos gatos, eram seres que acompanhavam seus donos no pós morte, era o que os egípcios acreditavam.

Na parte grega, além de diversas peças ricamente esculpidas a gente encontra os mármores de Elgin, um enorme conjunto de esculturas retiradas do Partenon em Atenas. Fiquei tentando imaginar o trabalho que deu levar tudo aquilo de Atenas até Londres há tantos anos.

Mais esculturas

Mais esculturas lindíssimas

Um pedaço do Paternon

Esculturas gregas

Passeando por outras partes do mundo a gente encontra muitas riquezas da Índia, do extremo oriente e até Moais da Ilha de Páscoa. Mas também peças da cultura contemporânea várias regiões. Até os caixões em formas de objetos do cotidiano que são muito comuns em alguns lugares da África e América Latina.

Moai da Ilha de Páscoa

Peças de guerras civis transformadas em arte para mostrar que um dos principais museus do mundo continua caminhando junto com a história da humanidade que ele ajuda contar.


Como visitar o British Museum


O museu fica na Great Russell Street, pertinho da Russell Square. Ele pode ser acessado pelas estações de metrô Tottenham Court Road, Holborn, Russell Square ou Goodge Street.

O museu abre diariamente de 10h00 às 17h30, sextas-feiras até 20h30, e aqui a informação que eu deveria ter pesquisado: O museu não abre nos dias 24, 25 e 26 de dezembro e 01 de janeiro.

Para entrar, não paga nada. Eventualmente as exposições temporárias podem ter ingresso cobrado. Mas o acerto principal (e mais interessante) é tudo grátis.


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Fabricio Moura

Meu nome é Fabricio, moro em São Paulo, sou designer e apaixonado pelo mundo. Descobri que viajar é se perder e se encontrar. Se conhecer melhor e se amar mais. Acumular histórias e experiências. Vamos?

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