O que fazer em Marrakech, no Marrocos em 2 dias

O que fazer em Marrakech

Marrakech é uma cidade com muitos lugares interessantes para visitar, quem quiser sair da cidade, ainda existem vários tours pelo deserto que são vendidos em qualquer esquina da cidade e até mesmo os hotéis podem arranjar um tour de última hora.

Mas se você, assim como eu, resolver ficar na só na cidade, existem vários lugares interessantes para conhecer.

Antes de viajar para o Marrocos, vale dar uma lida nos posts abaixo:

Guia de sobrevivência no Marrocos: 10 coisas que você precisa saber
O Marrocos me decepcionou até onde eu deixei
Como é viajar de trem pelo Marrocos
O que é uma medina e um souk
Chegando no Marrocos: visto, imigração e transporte
Como é se hospedar em um tradicional riad em Marrakech
Casablanca e Marrakech: como andar e onde ficar


O que fazer em Marrakech


Medina

A Medina é a parte mais antiga das cidades árabes e o coração de Marrakech. Um aglomerado de casas, riads, comércio de todo o tipo distribuídos em um labirinto de ruas, becos e vielas. Tudo isso cercado com grandes muralhas que protegiam as cidades séculos atrás.

O melhor lugar para começar a sua visita por Marrakech é na Medina, melhor ainda se você se hospedar em um tradicional riad no centro da cidade antiga.

Muros da Medina

Muros da Medina

São milhares de lojas e tendas que vendem de tudo, do mais tradicional artesanato marroquino até as mesmas quinquilharias chinesas de qualquer camelódromo. Muitas opções de comida, pães maravilhosos e doces. O marroquino come muito doce e eles são ótimos. Vale provar também o tradicional chá marroquino de hortelã.

Mas na Medina precisamos ter cuidado com os golpes, preços abusivos e muito cuidado para não ser atropelado pelas motos, bicicletas e carroças que passam pelos becos estreitos se espremendo entre as pessoas.

Lá dentro é um labirinto

Lá dentro é um labirinto


Praça Jamaa el-Fnaa

No centro da Medina fica a praça principal da cidade, é na Jamaa el-Fnaa onde a loucura que é Marrakech fica mais evidente. No centro dela ficam as barracas vendendo artesanato, frutas, comidas e artigos de beleza, como os famosos óleos de argan.

No entorno dela ficam os becos que levam até os Souks, os mercados mais antigos da cidade e em muitas partes só frenquentados pelos marroquinos. Na praça Jamaa el-Fnaa ficam também alguns cafés com ótimos terraços que proporcionam uma excelente vista da cidade e bem afastados da muvuca.

Alguns becos indicam a direção da praça

Alguns becos indicam a direção da praça

Na praça você vai ver também muitos macacos acorrentados esperando os turistas para tirarem uma foto. Os animais claramente desesperados com as correntes e muito agressivos.

Também vi um homem com várias corujas em uma gaiola com as asas cortadas, além dos domadores de cobras com suas najas “hipnotizadas”.  A exploração animal é algo realmente muito triste no Marrocos.

Alerta de golpe: alguns comerciantes tentam te enrolar para não devolver o troco de alguma compra, tentam te fazer comprar mais e mais. Seja firme e exija seu dinheiro.

É uma praça, mas carros, motos e charretes passam livremente

É uma praça, mas carros, motos e charretes passam livremente

Praça Jamaa el Fna

Praça Jamaa el Fna


Souk

Nos Souks mais tradicionais a gente consegue ter uma imagem mais crua da tradicional vida marroquina. São quilômetros de lojas, mercados, trânsito caótico de motos e bicicletas, além da sujeira e do esgoto.

O Souk não é o tipo de lugar que agrada a todo tipo de turista, mas para quem quiser se aventurar, ligue o botão do desapego.

Alerta de golpe: Se você tirar uma foto onde apareça alguma banca ou loja, é bem provável que o comerciante venha atrás de você pedindo dinheiro.

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Souk

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Cuidado pra não ser atropelado


Mesquita da Koutoubia

A Mesquita da Koutoubia é o principal cartão postal de Marrakech, é como se fosse a Torre Eiffel deles. Um templo religioso construído no século XII imponente e em perfeito estado de conservação. De vários pontos da cidade a gente consegue ver o minarete, que é a torre da mesquita, e um ótimo ponto de referência para se localizar.

A entrada só é permitida para muçulmanos, mas dá para passear na praça no entorno da mesquita e nos jardins que ficam atrás e do lado esquerdo dela.

Alerta de golpe: na frente da praça ficam uns caras vestidos com roupas tradicionais que se oferecem para tirar fotos e depois tentam extorquir uma pequena fortuna.

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Mesquita vista do jardim que fica atrás dela

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Minanete


Palais de la Bahia

Esse foi o lugar mais bonito que eu visitei em Marrakech, o Palais de La Bahia fica dentro da Medina e é um sopro de sossego no meio do caos da cidade.

O palácio foi construído no século XIX e todo no estilo arquitetônico conhecido como árabe-andaluz, com muitos padrões de azulejos de zellige coloridos revestindo o piso e as paredes do palácio. Os tetos são de madeira com ricos detalhes entalhados e muito ornamentados.

Pátio do riad

Pátio do riad

O Palais de la Bahia tem 150 cômodos, entre salas, salões e quartos e a gente consegue visitar os muitos deles.

Logo após a entrada tem um pátio lindo, muito decorado, com uma fonte e muitas plantas de um verde surreal.

Outro ponto alto é o pátio central, enorme e todos em ladrilhos azuis e com detalhes de madeira em amarelo. Passando por ele chegamos a um belíssimo jardim, com várias salas ricamente decoradas no seu entorno.

A entrada custa 10 Dirhams (1 Euro) e abre todos os dias das 8h às 17h.

Leia mais:
Palais de la Bahia, o lugar mais bonito de Marrakech

Pátio traseiro

Pátio traseiro


Jardim de Majorelle e Yves Saint Laurent

Para mim, é o segundo lugar mais bonito de Marrakech, o Jardim de Majoelle foi criado pelo pintor francês Jacques Majorelle quando em uma visita ao Marrocos ele se apaixonou pela cidade e comprou uma área onde construiu uma casa no estilo mouro e seu belíssimo jardim.

Depois da morte dele nos anos 60, o estilista francês Yves Saint Laurent em visita a Marrakech com o então companheiro Pierre Bergé, compraram a propriedade para evitar que ele fosse destruída para a construção de um hotel.

Cactus gigantes

Cactus gigantes

Saint Laurent passou a morar na casa e cuidar e ampliar o jardim, que ganhou espécies de todo o mundo, inclusive do Brasil. É lá que fica o memorial ao Yves, onde parte de suas cinzas foram espalhadas e o lugar é marcado por uma coluna romana.

Os jardins são lindíssimos e a casa é pintada em um tom de azul incrível com janelas amarelas e detalhes em outros tons de azul. Existem lagos, canais, muita sombra e cactos gigantes.

Hoje parte da casa pode ser visitada, o estúdio de Jacques Majorelle foi transformado em museu da arte berbere, com muitas peças que foram do Saint Laurent.

A entrada custa 70 Dirhams para visitar o jardim e 30 Dirhams para visitar o museu. O Jardim de Majorelle abre todos os dias das 8h às 17h30 (entre 01 de outubro e 30 de abril); das 8h às 18h (entre 01 de maio e 30 de setembro) e das 9h às 17h durante o Ramadan.

Leia mais:
Jardim Majorelle e a casa de Yves Saint Laurent em Marrakech

Jardim Majorelle

Jardim Majorelle


Ensemble Artisanal Marrakech

Pertinho da Mesquita da Koutoubia fica um complexo com dezenas de lojas de artesanato marroquinho mantido pelo governo e onde não existe o assédio dos vendedores e o preço praticado é muito barato.

Tudo que é vendido ali é original, muitas peças são produzidas ali mesmo, na nossa frente. Eu comprei um tapete lindo de 2 metros por 15 euros. Incrível!

O lugar funciona em um prédio antigo, com uma entrada lindíssima cheia de padrões em azulejos e um pátio com cafés e restaurantes. Ele não aparece nos guias e talvez por conta disso, seja tão tranquilo e agradável.

Ensemble Artisanal Marrakech

Ensemble Artisanal Marrakech


Medersa Ben Youssef

O lugar é uma antiga madrassa, uma escola muçulmana considerada uma das mais bonitas do Marrocos e que hoje funciona como museu. A escolha foi construída em 1570, passou por algumas reformas nos séculos seguintes, fechou nos anos 60 e reabriu como museu em 1982.

Pela entrada, uma porta simples em uma das vielas da Medina, a gente não imagina a beleza escondida em seu interior. Ao passar pela porta choque visual do pátio principal com azulejos verdes, uma fonte em mármore e muitos detalhes esculpidos em madeira embaixo de um céu incrivelmente azul fazia aquilo brilhasse ainda mais.

Pátio principal

Pátio principal

O silêncio em contraste com o barulho intenso da Medina faz com que a Madrassa seja um oasis no meio de Marrakech. Andamos por corredores, antigas salas de aula, chegamos a um grande salão de orações com teto abobadado, ricamente decorado com inscrições islâmicas, azulejos de zellige nos padrões mais bonitos e os tetos de estuque que parecem como estalactites.

O melhor horário para visitar a Madrassa é de manhã, quanto mais cedo melhor para evitar o maior movimento de turistas.

A entrada custa 20 Dirhams (2 Euros) e abre todos os dias das 8h às 17h.

Site: medersa-ben-youssef.com/en

Detalhe de um dos corredores

Detalhe de um dos corredores


Túmulos Saadianos

O lugar é um grande cemitério, com um complexo de túmulos do final do século XVI da antiga dinastia do sultão Ahmad al-Mansur Saadi e curiosamente ficaram fechados por séculos e só foram descobertos em 1917.

Em frente a região dos túmulos fica um jardim onde todos os antigos guerreiros e serviçais do sultão foram sepultados. Diz a lenda que após a morte do sultão, todo o seu séquito foram mortos para acompanhar o sultão no pós morte.

A entrada custa 10 Dirhams (1 Euro) e o lugar fica aberto das 9h às 16h45.

Túmulos Saadianos

Túmulos Saadianos


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Fabricio Moura

Meu nome é Fabricio, moro em São Paulo, sou designer e apaixonado pelo mundo. Descobri que viajar é se perder e se encontrar. Se conhecer melhor e se amar mais. Acumular histórias e experiências. Vamos?

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