A Praça Vermelha, seu ponto de partida para explorar Moscou

Praça Vermelha

Em Moscou, todos os caminhos levam a Praça Vermelha. Achou exagero? Bom, saiba que ela é o cartão postal da Rússia, símbolo do poder daquele país e foi palco dos desfiles militares da antiga União Soviética que deixavam o mundo de cabelos em pé por décadas.

Além de toda essa simbologia, é dela que partem as principais avenidas da cidade, que se prolongam como artérias e se transformam em rodovias que cortam o país. Sim, não é exagero dizer que a Praça Vermelha é o coração da Rússia, o centro de tudo.

Os desfiles militares da União Soviética

Uma visita a Moscou só começa de fato na Praça Vermelha, que tem esse nome não por conta da muralha vermelha do Kremlin, ou por ser a cor que representa o comunismo. O nome vem da palavra russa krasnaya, que pode significar tanto “vermelho” como “bonito”.  Poderia se chamar Praça Bonita, o que ela de fato é, mas as raízes históricas quiseram que o mundo a conhecesse como Praça Vermelha.

Sendo o centro de tudo, a Praça Vermelha está rodeada por construções que nos mostram a Rússia de ontem e a Rússia de hoje. Ali está o sólido e austero Kremlin, a sede do governo e ao lado dele a Catedral de São Basílio, a mais bela construção que seus olhos irão ver Rússia. Na outra ponta o Museu Histórico do Estado, com suas paredes vermelhas e torres pontiagudas quase fantasmagóricas. Completando o perímetro temos o GUM, o maior shopping de Moscou, um verdadeiro tapa na cara do passado socialista do país. Encravado ali, onde Vladimir Lênin repousa embalsamado e no mesmo lugar que ele liderou a Revolução de Outubro, marcando o início da era comunista e nascimento da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).

Praça Vermelha

A União Soviética morreu em 1991, mas esse passado continua vivo, não só na Praça Vermelha, mas em toda Moscou. Mas agora tudo pode ser testemunhado de camarote, sentido e degustado. Registrado com a sua câmera, transmitido em vídeo e sem medo de ser preso e acusado de espionagem.


O que ver na Praça Vermelha


Comece seu passeio andando por ela, sentindo a atmosfera moscovita e observando a arquitetura singular ao seu redor. Na minha memória de criança, eu me lembrava dos desfiles militares que ali aconteciam e que os telejornais noturnos mostravam na TV. Lembrar que tudo aquilo se passava ali, em um país tão fechado e que hoje está tão acessível.

Catedral de São Basílio

Muita gente pensa que ela faz parte do Kremlin, mas não, ela é apenas a vizinha mais bonita que o Kremlin poderia ter. A igreja com suas torres coloridas e de formas espiraladas – alguns dizem que são grandes cebolas coloridas – foi encomendada por Ivã IV, o Terrível, e desenhada por Postnik Yakovlev há mais de 450 anos. A ideia era que o conjunto de torres menores, circundando uma maior, que lembrasse um conjunto de chamas de uma fogueira, ou a “cidade de Deus”.

Reza a lenda que Ivã amava tanto a Catedral, que teria mandando cegar o arquiteto, para que ele nunca mais desenhasse nada mais belo do que ela. Bom, verdade ou não, Ivã não era chamado de “terrível” a toa.

Catedral de São Basílio

Kremlin

Impossível passar pela Praça Vermelha e não ser impactado pelas muralhas e torres da sede do governo Russo. Kremlin significa “fortaleza” ou “cidade fortificada”, e lá dentro é uma verdadeira cidade. Com museus, praças, jardins e belíssimas catedrais.

Campanário de Ivan

Ele já foi o lugar mais fechado do mundo, seria impensável turistar lá dentro na época da União Soviética, ainda mais fazer algumas fotos, estaríamos todos presos por espionagem. Hoje é acessível, ou uma boa parte, né?

Aqui no blog tem um post super completo com tudo a respeito da visita, o que ver e qual ingresso comprar.

Leia mais: Tudo o que você precisa saber para visitar o Kremlin de Moscou

Catedral da Anunciação

Mausoléu de Lenin

Quando Vladimir Lênin morreu em 1924, os líderes do Partido Comunista temiam que o país entrasse em colapso, tamanho era a influência e admiração que Lenin exercia sobre os soviéticos. Depois do enterro no mausoléu da muralha do Kremlin, eles decidiram que o corpo dele seria embalsamado e posto em exibição indefinidamente.

A história é bizarra, mas é real e o corpo embalsamado de Vladimir Lênin repousa em um caixão de vidro e pode ser visitado em seu mausoléu ao lado da muralha do Kremlin na Praça Vermelha. Desde a morte dele, o corpo passa por um processo diário de preservação e conservação, tudo para manter o mito vivo, mesmo nos dias de hoje. Bom, eu não entrei, porque não quis mesmo, acho mórbido demais.

A título de curiosidade, no mausoléu da muralha do Kremlin estão sepultados grandes nomes como Stálin, o cosmonauta Iuri Gagárin, o escritor Máximo Gorki e muitos outros líderes políticos.

Mausoléu do Lenin

Museu Histórico do Estado

No lado oposto à Catedral de São Basílio fica o Museu Histórico do Estado. O prédio que abriga o museu desde 1872 é a primeira imagem que você terá da Praça Vermelha ao sair da estação do metrô Okhotny Ryad. Prepare-se para ficar boquiaberto com tantos detalhes, suntuosidade e um toque até mesmo fantasmagórico.

O acervo do museu conta a história da formação do país desde os primeiros registros até os últimos suspiros da União Soviética em 1991.

Museu Histórico do Estado

Shopping GUM

O Shopping GUM é considerado o mais caro do mundo, eu fiquei surpreso ao ter essa informação, mas andando por seus corredores, a gente entende a razão do título. Um aglomerado de centenas de lojas de luxo com tudo que o mais consumista pode sonhar. Um templo da gastança no prédio que foi um dos símbolos do socialismo.

Shopping GUM

O prédio do Shopping GUM foi uma encomenda da Czarina Catarina II, em 1889 para ser exatamente um centro comercial. Com a revolução russa, ele virou um grande armazém de distribuição de alimentos para a população, daí que vem o nome GUM, a abreviatura para  “Loja de Departamento Estatal”, claro, em russo. Depois disso ele abrigou escritórios do Partido Comunista, voltou a ser um centro comercial em 1953 e com o fim da União Soviética, ele virou um shopping.

É bacana visitar o Shopping GUM, quando eu estive em Moscou e estava pelas redondezas, sempre corria lá para me aquecer dos -15 graus de temperatura, tomar um chocolate quente e comer um crepe de Nutella por 350 Rublos (20 reais). A boa notícia é que dá para ter esses pequenos mimos sem pagar uma fortuna.

Shopping GUM

Jardins de Alexandre

Os Jardins de Alexandre não ficam exatamente na Praça Vermelha, mas do outro lado do Kremlin, inclusive é lá que fica a entrada dele.

Os jardins acompanham toda a muralha oeste do Kremlin até o Rio Moskva, foi construído em 1819 em homenagem ao Czar Alexandre I. Quando eu estive em Moscou estava lindo, tudo coberto de neve, no verão ele fica exuberante do centenas de espécies de flores.

Parque Alexandre e a Muralha do Kremlin

Parque Zaryadye

Coladinho na Praça Vermelha fica o Parque Zaryadye, lindo, enorme, cheio de pontos de onde a gente consegue apreciar a linda arquitetura de Moscou e lar da mais nova atração da cidade, a Flying Bridge. Uma enorme passarela suspensa sobre o parque, ruas e avança sobre o Rio Moskva. De lá a gente tem uma vista linda da Praça Vermelha e de vários pontos de Moscou. Vale muito a pena uma esticadinha até lá.

Parque Zaryadye


Como chegar a Praça Vermelha


Não tem erro, ela fica no coração de Moscou e a melhor maneira de chegar é de metrô. A estação mais próxima é a Okhotny Ryad (linha vermelha) que é integrada com as linhas verde e azul.

Lei aqui como usar o metrô de Moscou sem complicações

Imagem de capa: Shutterstock


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Eu escrevi um post explicando os melhores lugares para se hospedar em Moscou e também onde evitar. Leia o post aqui.

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Fabricio Moura

Meu nome é Fabricio, moro em São Paulo, sou designer e apaixonado pelo mundo. Descobri que viajar é se perder e se encontrar. Se conhecer melhor e se amar mais. Acumular histórias e experiências. Vamos?

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