Templo Asakusa, o mais famoso e também o mais cheio de Tóquio

Templo Asakusa

No meu segundo dia em Tóquio eu acordei cedo para visitar o Templo Asakusa o mais antigo e famoso da cidade. O nome original dele é Sensōji, entretanto ficou mais conhecido como Templo Asakusa por conta do bairro onde ele está localizado.

É no Templo Asakusa que acontecem as grandes celebrações religiosas de Tóquio e onde uma centena de japoneses vão todos os dias. Some a isso mais uma multidão de turistas e assim temos um dos lugares mais cheios de Tóquio em datas especiais. E eu não estou exagerando!

Quando você pensa em templos budistas, imagina lugares vazios e bucólicos? Pode esquecer, o Templo Asakusa é abarrotado de gente, mas nem por isso deixa de ser um lugar muito interessante para você conhecer em Tóquio.

Templo Asakusa

Templo Asakusa

E a história do Templo Asakusa é bem interessante. Diz a lenda que no ano de 628, dois pescadores navegavam pelo Rio Sumida e não conseguiam um mísero peixe sequer. Até que em sua rede veio uma imagem da deusa Kannon (parece até a história de Nossa Senhora de Aparecida). Milagrosamente as redes se encheram de peixes e a fartura reinou em Asakusa. Kannon é a deusa da misericórdia e em 645 ganhou um templo ali perto de onde foi encontrada. O templo, foi chamado de Senso-ji e mais tarde ficou conhecido popularmente como Templo Asakusa.

Mais de 1300 anos de história depois, pouco sobrou do templo original, apenas a localização. É compreensível, já que foram tantas as transformações vividas pelo Japão, além dos bombardeios da Segunda Guerra Mundial. Mas o Templo Asakusa segue sendo esse grande ícone da religiosidade japonesa.

Além de ser o templo mais importante, ele é o mais bonito. Basta sair da estação do metrô Asakusa para ficar encantado com a imensa lanterna japonesa de papel vermelho que decora o portal de entrada do templo.

Templo Asakusa

Nakamise

Mas depois de passar por esse portal lindíssimo, vem o caos! Nada de templo ainda, mas a Nakamise, uma rua de 200 metros de barraquinhas de comida, lojinhas e camelôs. E todo mundo fica ali se enfiando nas lojas, comprando todas as quinquilharias com carinha de Japão, embora sejam feitas na China. Desculpa a sinceridade, mas trago verdades!

Depois de atravessar esse purgatório, chegamos ao Kaminarimon, ufa! O Portão do Trovão é um dos cartões postais de Tóquio. O imponente portão vermelho com suas lanternas gigantescas impressiona já a distância. Agora sim, chegamos de fato ao Templo Asakusa.

Templo Asakusa

Kaminarimon

Templo Asakusa

Templo principal

Templo Asakusa

Pagoda

Ao lado dele a imensa pagoda de 5 andares, uma réplica da construção original de 1923 e que não resistiu aos estragos da guerra. O conjunto da Pagoda e do Kaminarimon compõem uma das imagens mais conhecidas de Tóquio. Ao atravessar o portal chegamos no pátio principal do Templo Asakusa e ao fundo o templo principal. Pode parecer redundante, mas é lindo e imponente. 

Templo Asakusa

Ritual

Se você quiser fazer o ritual como os japoneses, lave as mãos antes de entrar no templo, suba as escadas e deposite algumas moedas na caixa de ofertório. Curve-se duas vezes, bata palmas duas vezes, faça um pedido e se curve mais uma vez. Tire os sapatos e entre no templo.

Apesar de ser um lugar muito cheio, nos jardins ao redor do templo principal são bem mais vazios e tranquilos, um respiro depois de tanto contato humano.


Como visitar o Templo Asakusa


A melhor forma de chegar ao Templo Asakusa é de metrô, mas muita atenção pois existem duas estações chamadas Asakusa. Uma é de trens e a outra é atendida pelo metrô. Olhem o mapa abaixo. A estação de trens fica longe do templo.

Procure pelas saídas 1, 2 ou 3. As demais saídas ficam bem distantes do templo. Recomendo ler o post onde eu explico como usar o metrô de Tóquio.

Tokyo Sky Tree

Depois de visitar o templo, você pode visitar a Tokyo Sky Tree. Com 635 metros de altura, é a segunda edificação mais alta do mundo, ficando atrás apenas do Burj Khalifa em Dubai e que tem 828 metros de altura.

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Fabricio Moura

Meu nome é Fabricio, moro em Bangkok na Tailândia, sou designer e apaixonado pelo mundo. Descobri que viajar é se perder e se encontrar. Se conhecer melhor e se amar mais. Acumular histórias e experiências. Vamos?

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