O Laos foi além das minhas expectativas e me conquistou

Laos

Contrariando a maioria dos meus próprios mandamentos, eu vim para o Laos sem saber muita coisa sobre o país. Minha primeira parada, Luang Prabang, primeira capital e hoje é a cidade mais visitada. Eu sabia que a cidade ficou conhecida por suas belas cachoeiras de água cor de esmeralda, mas Luang – se me permite a intimidade – é bem mais que isso.

Eu estou acostumado a andar pelas cidades do sudeste asiático, em países pobres como a Tailândia, Camboja, Mianmar… e agora o Laos. Mas o que mais me surpreendeu aqui, contrariando a regra de todas as outras cidades, foi a limpeza.

Luang Prabang é uma cidade organizada, bonita, limpa e mais uma vez… bonita. Só para constar. A cidade cresceu ao redor do Rio Mekong e Nam Khan, e eles se parecem com duas grandes serpentes que abraçam a cidade de ponta a ponta. Pelo Mekong sobem e descem barcos e balsas, levando gente e mercadoria. Me lembrou Belém, cidade que também amo e vive ao redor dos seus rios.

Despertar dos Monges

Despertar dos Monges

A cidade é cercada por enormes montanhas, algo que eu também não sabia e a imagem impressiona quando a gente está se aproximando para pousar. A cidade é quente, mas na beira do rio a brisa ajuda muito a amenizar o calor.

Luang tem história pra contar, foi aqui que o Reino de Luang Prabang foi criado oficialmente em 1707, reino que um dia se tornaria o Laos. Mas o jovem reinado foi oprimido por toda história, primeiro pelos reinos Birmanês e Siamês, aí o Laos passou a integrar a Indochina Francesa e com os europeus, o país teve um pouco de paz até a Segunda Guerra Mundial – mas essa paz tinha preço e peso de colônia – e por fim, fechado para o mundo, se tornou o Reino do Laos.

Rio Mekong

Rio Mekong

Voltado a Luang Prabang, a cidade não é grande, apesar de ser a segunda maior do Laos, tem apenas 22 mil habitantes e não tem aquele trânsito frenético de outras cidades asiáticas, a não ser pelo vai e vem das scooters alugadas pelos turistas e principal meio de transporte de uma cidade em que não existe transporte público, também, nem precisa, é tudo próximo. Dá pra ir a pé, dá pra ir de bicicleta.

Tem templos centenários, o museu nacional do país fica aqui, tem mercados da manhã e da noite. Tem a cerimônia do Despertar dos Monges, um morro no meio da cidade com um templo no topo e de onde temos uma vista de quase 360 graus de Luang.

Molecada brincando com os restos da guerra

Molecada brincando com os restos da guerra

O preço de tudo é bom, é um lugar em que nosso pobre real vale alguma coisa. Quem já foi a Tailândia e amou ver o Real render, no Laos vai se sentir rico. As pessoas são incrivelmente gentis e a criminalidade é zero. Não existe assédio com os turistas, só as moças das casas de massagem que dizem um tímido “hello” quando um gringo passa na porta.

Laos é um lugar de paz e tranquilidade, para relaxar e fazer as coisas com calma, pra que pressa? O Laos merece ser visto, ser sentido e espero muito que no futuro ele não se torne uma nova Tailândia, com multidões de turistas chineses apressados e passando por cima de tudo.

Só tenho que agradecer por estar aqui sentindo essa energia, se quiser, venha para o Laos, mas venha de coração aberto.


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Postado em:
Quarta-feira, 7 de Junho de 2017


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Fabricio Moura

Meu nome é Fabricio, moro em São Paulo, sou designer e apaixonado pelo mundo. Descobri que viajar é se perder e se encontrar. Se conhecer melhor e se amar mais. Acumular histórias e experiências. Vamos?

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