Shibuya e o cruzamento mais famoso do mundo em Tóquio

Shibuya

No meu primeiro dia em Tóquio, eu precisava sentir que realmente estava na capital japonesa. Tipo deixar a ficha cair, sabe?! E digo isso pois como eu me hospedei em uma região relativamente tranquila da cidade, eu ainda não tinha sentido a pulsação e o burburinho humano de Tóquio. Por isso, eu fui direto para Shibuya!

Shibuya é um bairros mais movimentados de Tóquio, é lá que fica um dos cruzamentos mais famosos do mundo. Quando 8 semáforos se fecham ao mesmo tempo e o caos organizado se instaura.

Era essa a sensação que eu queria ter no meu primeiro dia em Tóquio. A experiência já começou no metrô, embarquei na estação Nihombashi e segui até o fim da linha, em Shibuya. O metrô de Tóquio já é uma experiência a parte, parece caótico, é grande, mas funciona como um relógio inglês. Disciplina oriental é o melhor termo.

Shibuya

Shibuya Crossing visto de dentro da estação

Cheguei em Shibuya e já me perdi na estação, também pudera, a estação de Shibuya é uma das mais movimentadas de Tóquio, com várias linhas e dezenas de saídas. Na dúvida, segui o fluxo e deu certo. Em minutos eu avistei o famoso cruzamento, bastou olhar a distância a quantidade de gente fazendo seus selfies.

Shibuya é um bairro enorme e cheio de coisas bacanas para fazer, e o tal cruzamento é o epicentro do bairro. E quando os 8 semáforos se fecham, as 5 faixas de pedestres viram uma passarela. Gente posando para fotos de todos os tipos ao lado de japoneses apressados para chegar ao trabalho. O Shibuya Crossing, como é chamado, acaba sendo uma verdadeira experiência antropológica e multicultural. Sotaques e idiomas de todos os cantos do mundo em pequenos metros quadrados. Não é difícil encontrar brasileiros na Copacabana de Tóquio.

Shibuya

Shibuya pela noite

Atravessa para um lado, espera o sinal fechar e atravessa para o outro, esse é o ritual de Shibuya. Estando lá, você precisa fazer uma, duas vezes… até cansar. E qual a graça que tem isso? Eu digo que a graça é fazer parte disso, de estar no cruzamento mais famoso do mundo e sentir a pulsação da cidade.

Naquele mesmo dia eu voltei em Shibuya pela noite, já acostumando com o metrô japonês, não errei a saída. Se o bairro já é interessante de dia, é no cair da noite que ele ganha ainda mais vida. Uma profusão de letreiros luminosos hipnotizam a gente. Os neons e uma infinidade de telões dão o recado: você chegou em Tóquio! 

Shibuya

O cruzamento fica ainda mais lotado a noite

Shibuya

O cruzamento a noite


O que fazer em Shibuya


É bacana ver o cruzamento de cima, existem vários restaurantes no entorno que tem uma vista bacana. O segundo piso da estação tem uma parede toda de vidro, de onde também temos uma vista legal. Em frente ao cruzamento tem um Starbucks, mas os funcionários estão proibindo fotos, pois as pessoas iam até lá só para tirar fotos, lotavam a loja e ainda tiraram os lugares dos clientes.

Shibuya

Mania japonesa

Além do famosos cruzamento, o bacana de Shibuya é andar pelas ruazinhas do bairro. Explorar as lojas, encontrar e comprar coisas que você nem sabia que existia e imediatamente começa a precisar daquilo. Onde as Jidouhanbaiki – aquelas maquininhas que vendem de tudo – dividem o espaço com lojas de skin-care, boutiques de marcas famosas e sex-shops.

Shibuya

Os inferninhos de Shibuya

Ao lado de uma das saídas da estação fica a estátua de bronze do Hachiko, é só olhar a fila de pessoas para fazer foto com a imagem do cachorro famoso. Hachiko era um catioro da raça Akita, Ele acompanhava seu dono, Hidesaburō Ueno, um professor Universidade de Tóquio todos os dias até a estação e o esperava no fim do dia. 

Shibuya

Hachiko

Agora, segura as lágrimas! O professor Ueno morreu em 1927 e por quase dez anos seguintes o Hachiko ia todos os dias até a estação esperar pelo dono. A história do Hachiko virou filme, e depois adaptado pelo cinema americano com Richard Gere. Na Wikipédia tem um verbete que conta bem a história do Hachiko.

A famosa estátua foi colocada do lado de fora da estação em 1948 e para os japoneses, Hachiko é sinônimo de lealdade.


Como chegar


A melhor forma de chegar é de metrô, recomendo ler o post onde eu explico como usar o metrô de Tóquio. A estação é atendida pelas linhas G, Z e F do metrô. Além disso a estação é conectada a várias linhas de trens, a JA e JY da JR East. Linhas DT e TY da Tōkyū Corporation e a linha Keio Inokashira da Keio Corporation.

Dentro da estação é só procurar pelas saídas indicando o Shibuya Crossing ou Hachiko.


Onde ficar em Tóquio


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Fabricio Moura

Meu nome é Fabricio, moro em Bangkok na Tailândia, sou designer e apaixonado pelo mundo. Descobri que viajar é se perder e se encontrar. Se conhecer melhor e se amar mais. Acumular histórias e experiências. Vamos?

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