Como é a visita às Cataratas do Iguaçu

visita às Cataratas do Iguaçu

Sabem o que eu fui fazer dias desses? Fui visitar a mais bela queda d’agua do mundo.  Victoria Falls pode ser mais extensa e exótica, Niagara pode até ser mais famosa, mas nenhuma das duas é tão bela quanto as Cataratas do Iguaçu. Prova disso é a quantidade absurda de turistas que a visitam todos os dias e são muitos, mas muitos estrangeiros que ficam extasiados com o lugar.

O Parque Nacional do Iguaçu é o lar das Cataratas do Iguaçu, essa coisa linda que desde 1986 é Patrimônio Mundial Natural pela UNESCO e uma das 7 novas maravilhas da natureza.

Antes de falar um pouco sobre o passeio, vou contar um pouco da história do lugar que um dos guias da Loumar Turismo me disse e que certamente vai te surpreender.

As Cataratas do Iguaçu

As Cataratas do Iguaçu

História e Santos Dumont

A região onde hoje fica o parque, já foi uma área particular, sim, as Cataratas tinham um “dono” e que não pagou nada por isso. Foz do Iguaçu nasceu como uma área militar, a Colônia Militar do Iguaçu, para zelar pela fronteira brasileira. Durante a colonização da região, muitos lotes de terra foram distribuídos e onde hoje fica o Parque Nacional foi dado a o uruguaio Jesús Val.

Mas se hoje a gente pode visitar o parque, é graças a um tal de Alberto Santos Dumont. Mas o que o “pai da aviação” tem a ver com isso, Fabricio? Então, em 1916, ele esteve em Foz do Iguaçu e foi convidado a conhecer as Cataratas. Santos Dumont ficou maravilhado com o lugar e achou que todos os brasileiros deveriam ter a oportunidade de fazer o mesmo.

Santos Dumont saiu dali determinado a fazer alguma coisa e como o cara já era bem famoso nessa época, ele conseguiu uma audiência com o então governador do estado do Paraná, que tempos depois desapropriou a área e o parque foi criado em seguida durante o governo Getúlio Vargas em 1939.


Como é a visita as Cataratas do Iguaçú


Como chegar

Entrada do parque

Entrada do parque

O Parque Nacional do Iguaçu fica localizado a 17 quilômetros de Foz do Iguaçu. A melhor forma de chegar até lá é contratando um serviço de transfer. Eu usei o da Loumar Turismo, sem dúvidas a melhor opção. Os caras são super atenciosos e vão até o seu hotel no horário combinado e te trazem de volta com todo conforto.

Entradas

Os ingressos podem ser comprados na entrada do parque, são vários guichês de vendas e são aceitos cartões de crédito e débito. Os ingressos tem diferentes faixas de preços e todos incluem o transporte de ônibus dentro do parque. Para moradores locais, a entrada custa apenas R$ 9,50. Brasileiros de outras regiões do país pagam R$ 31,30; para moradores do Mercosul a entrada custa R$ 41,30; e para o pessoal de outras partes do mundo, o ingresso sai por R$ 52,30.

Os vários guichês

Os vários guichês

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Embarque

Lá dentro

Os ônibus que partem da entrada do parque seguem até a Estação Espaço Porto Canoas, lá no fim do passeio, mas antes, os veículos fazem três paradas: a primeira na Trilha do Poço Preto, seguida da parada do Macuco Safari e a Parada da Trilha das Cataratas e é aqui que começa o nosso passeio.

Trilha das Cataratas

Trilha das Cataratas

A parada fica do lado do histórico Hotel das Cataratas, um hotel de luxo que foi construído dentro do parque e já pertenceu a rede Tropical do Hotéis, da qual a saudosa Varig era acionista.

A Trilha das Cataratas tem ao todo 1.200 metros e é super tranquila de ser feita. Por ser dentro da mata, a medida que vamos nos aproximando da quedas d’agua, é impossível não se arrepiar com o som estrondoso da Cataratas do Iguaçú.

Essa é a primeira imagem que nós temos das Cataratas do Iguaçu

Essa é a primeira imagem que nós temos das Cataratas do Iguaçu

Uma das várias quedas

Uma das várias quedas

O primeiro mirante já garante uma vista sensacional do lugar, mas a medida que seguimos pela trilha, as quedas vão se exibindo cada vez mais entre a mata fechada. Faça o passeio sem pressa, apreciando cada ângulo.

Um dos vários Quatis que rondam por ali

Um dos vários Quatis que rondam por ali

O segundo mirante fica em frente ao Hotel das Cataratas, foi aqui que os primeiros quatis deram o ar da graça, os animais são um dos símbolos do lugar. O pessoal do Parque Nacional pedem que os turistas tenham cautela com esses animais, nunca os alimente e também não comam perto deles. Os bichinhos, apesar da carinha simpática, transmitem raiva e podem ser agressivos ou roubar o seu lanche.

Cadê coragem?

Cadê coragem?

Desse ponto também é possível ver de onde partem os barcos que fazem o passeio do Macuco Safari, o passeio pelo rio segue pertinho das quedas. Como tenho certa fobia desse tipo de passeio (shame on me), escolhi não fazer. Quem sabe um dia?!

Passarela que leva até a Garganta do Diabo

Passarela que leva até a Garganta do Diabo

A passarela vista por outro ângulo

A passarela vista por outro ângulo

O ponto alto do passeio é a passarela da Garganta do Diabo, que vai até perto da queda que tem cerca de 80 metros de altura. É uma sensação única estar caminhando ao lado das quedas, o lugar tem uma energia inexplicável. A força da natureza mostrando o seu poder e você fazendo parte disso de forma segura, é incrível.

A garganta

A garganta

A fumaça branca das fotos são respingos de água e foram super bem vindos nesse dia em que a temperatura em Foz estava batendo os 40 graus. O pessoal recomenda usar capas de chuvas, mas com esse calorão, todo mundo queria mesmo era se molhar, só tenha cuidado com seus equipamentos eletrônicos, ninguém vai querer perder aquela foto incrível né?

É pra se molhar mesmo!

É pra se molhar mesmo!

No fim da trilha fica o espaço Naipi, lá tem outros mirantes, ao lado das quedas e o elevador panorâmico que transporta os visitantes até a parte superior do parque. Mais a frente fica o espaço Porto Canoas, de onde saem os ônibus que levam os visitantes de volta até a entrada do parque.

Um dos vários ônibus que fazem o transporte dentro do parque

Um dos vários ônibus que fazem o transporte dentro do parque

Do outro lado das Cataratas fica a Argentina, o Parque Nacional do Iguazu e apesar da gente ter a vista panorâmica mais bonita, a experiência do outro lado é complementar. Eu não fui, mas todos dizem que de lá é possível sentir a força das águas, é como estar realmente dentro das Cataratas.

Lado argentino

Lado argentino

Comodidades

A estrutura do parque é realmente impressionante, não faltam pontos de apoio aos visitantes com banheiros, lanchonetes e lojas de lembrancinhas. O Espaço Porto Canoas tem restaurantes, cafés, lojas e um pronto socorro. O restaurante Porto Canoas tem um deck com mesinhas de ondem você poderá apreciar o fim da tarde depois do seu passeio. Mas fique ligado, os restaurantes começam a fechar por volta das 17 horas.

Como chegar a Foz

O Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu Cataratas tem boa oferta de vôos. A cidade possui ligações diretas com São Paulo (Congonhas e Guarulhos. Gol e TAM), Rio de Janeiro (Galeão. Gol e TAM), Curitiba (Azul, Gol e TAM), Brasília (TAM), Campinas (Azul), Cuiabá (Azul) e Porto Alegre (Azul, Gol e TAM). O aeroporto também recebe vôos internacionais vindos de Lima no Peru (LAN).

A TAM também tem vôos desde São Paulo e Assunção para a cidade vizinha de Ciudad del Este no Paraguai. E do lado argentino, a Aerolíneas Argentinas voa para Puerto Iguazu desde Buenos Aires.

Para quem vai de ônibus, a cidade fica a 660km de Curitiba, são 9 horas de viagem ou 1.065km desde São Paulo, o que rende umas 18 horas de viagem.

Quando ir?

O lugar pode ser visitado o ano inteiro, mas dependendo da época do ano, a paisagem pode mudar um pouco. Na primavera e verão, com as chuvas, a vasão da água aumenta, mas as águas podem ficar um pouco barrentas em razão do volume de chuvas rio acima. No outono e inverno, quando as chuvas são mais escassas, o volume de água é menor, porém, as águas ficam mais limpas e alguns trechos das quedas ficam mais visíveis. Eu fui no fim do inverno, em setembro e foi perfeito.

Dicas

Não custa dizer, mas nunca saia das trilhas principais, nunca alimente os animais e também, nunca jogue lixo no chão, não faltam lixeiras pelas trilhas. Tome bastante líquido, quando eu fui, a temperatura batia os 40 graus é fácil se desidratar nessas condições. Em dias frios, vale usar calçados impermeáveis e capa de chuva quando for passar pela passarela da Garganta do Diabo.


Em Setembro de 2015, eu visitei Foz do Iguaçu a convite da Loumar Turismo

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Fabricio Moura

Meu nome é Fabricio, moro em São Paulo, sou designer e apaixonado pelo mundo. Descobri que viajar é se perder e se encontrar. Se conhecer melhor e se amar mais. Acumular histórias e experiências. Vamos?

2 Comentários

  • Responder outubro 21, 2015

    Lilia Santos

    Oi!
    Também fui a Foz este ano e afirmo que esta viagem é imperdivel!
    Não sei se vc fez outro post sobre a cidade, mas tenho umas coisas a acrescentar. Primeiro é que vc realmente perdeu por não visitar o lado argentino. É muito mais bonito e vc literalmente fica a um passo da garganta do diabo, a maior queda d’ água do parque.
    Eu fiquei 4 dias inteiros em Foz e este tempo é suficiente para conhecer os parques argentino e brasileiro, o parque das aves, Itaipu e outras atrações pequenas como a Mesquita e o recanto budista, com as centenas de estátuas gigantes de Buda. E deu ainda pra dar um pulo na Cidade do Leste, no Paraguai (que não tem nada demais) e no cassino e free shop da Argentina.
    Eu fiquei em um hostel super maneiro e andei muito de ônibus. E a passagem comprei a super promoção da Gol.
    Super recomendo esta viagem!

    • mm
      Responder outubro 22, 2015

      Fabricio Moura

      Oi Lilia, eu quero muito voltar pra fazer o lado Argentino, deu um arrependimento de não ter ido. Eu fiquei no Hotel Borgary, novinho e com preço muitooo bom. Vou fazer um post sobre ele em breve.

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