Como usar o metrô de Londres, um dos maiores do mundo

metrô de Londres

O metrô de Londres é um dos maiores orgulhos dos britânicos, o Tube, como é carinhosamente chamado pelos londrinos, completou em 2016 nada menos que 153 anos. É um dos maiores exemplos do pioneirismo e visibilidade da engenharia britânica. Dos carros a vapor até os icônicos trens de teto curvo, uma limitação imposta pela altura dos túneis – por isso o apelido “Tube” –  é um dos maiores símbolos da cidade. Tanto para moradores, como para quem visita Londres, ele é a melhor alternativa de locomoção pela cidade e região metropolitana.


Para entender o metrô de Londres


O sistema de transporte metropolitano de Londres é composto por trens de superfície e subterrâneo. São ao todo 16 linhas e 270 estações, no centro da cidade, chega a ter uma estação a cada duas quadras. Um fato curioso, é que são tantas estações próximas uma das outras, que muitas foram desativadas ao longo dos anos por falta de uso.

Trem dos anos 60 que ainda circulam normalmente

Trem dos anos 60 que ainda circulam normalmente

Existe até um tour por algumas estações, dá uma olhada:
Um passeio pelo subterrâneo de Londres

A rede de linhas do metrô de Londres é dividida por zonas, ao todo são 9 zonas e o preço do bilhete vai variar de acordo com as zonas da cidade. Todo o centro de Londres e região mais turística da cidade ficam na zona 1 e alguns pontos de interesse na zona 2. O Aeroporto de Heathrow fica na zona 6, uma das mais afastadas.

Apesar da enorme rede, que chega a assustar quem não está acostumado, eu acho o metrô de Londres fácil de usar, mais fácil até que o de Berlim e para quem já usou metrô do Rio ou de São Paulo, não tem muito mistério.

Quanto custa e qual a melhor opção de bilhete

Se por um lado a rede londrina é gigantesca e funcional, por outro lado é um dos metrôs mais caros do mundo. O preço da viagem é calculado de acordo com a estação de embarque e a estação de destino, considerando em quais zonas você vai passar. Além disso, os preços variam de acordo com a hora do dia, em horários de rush, naturalmente a tarifa é mais cara para alguns trajetos de maior movimento.

São basicamente 3 tipos de bilhete: o Single Pass para uma única viagem, o Day Travel que permite viagens ilimitadas durante todo o dia e o Oyster Card, que é o cartão regarregável (Pay as you go) e que tem tarifas interessantes e mais econômicas, uma boa opção para quem vai passar mais de 4 dias na cidade.

No site do Tube tem um PDF com todos os preços. Clique aqui. Mas vou dar alguns exemplos de preços para você entender melhor:

Do aeroporto de Heathrow até o centro da cidade, comprando o Single Pass, a viagem custará £6 libras. Usando o Oyster Card, a mesma viagem custará £5,10 Libras no horário de rush (6h30 às 9h30) ou £3.10 nos demais horários. Outro exemplo para trajetos dentro da Zona 1, o Single Pass custa £4,90 ou £2,40 usando o Oyster Card. Já o Day Travel para circular dentro das zonas 1 e 2 durante todo o dia custa £12,10. Nesse link você consegue calcular os valores dos bilhetes: https://tfl.gov.uk/fares-and-payments/fares/single-fare-finder?intcmp=1660

Vale lembrar que o Oyster Card é pago, existe uma versão para visitantes e pode ser comprado pela internet (não entrega no Brasil) e custa £13,00 e vem com £3,00 de crédito para usar.

A melhor opção para andar por Londres vai depender do tempo em que você ficará na cidade e a frequência de uso do metrô.

Na minha última viagem, eu usei o metrô de Londres intensamente durante dois dias, não valia a pena comprar o Oyster e eu optei pelo Day Travel para poder usar durante todo o dia sem me preocupar.

Como comprar os bilhetes

Uma das coisas mais raras no metrô de Londres são os guichês de venda de bilhetes, rola até uma grande polêmica na cidade, pois o Transport Of London, que cuida do Metrô, vem acabando com os guichês, demitindo pessoas e investindo em máquinas de auto-atendimento. Em uma das minhas viagens, estavam acontecendo várias paralisações dos serviços como forma de protesto ao longo dos dias.

As máquinas são fáceis de usar, você basicamente escolhe o tipo de bilhete (Single Pass ou Day Travel Card), as zonas pelas quais irá viajar, o valor é exibido e você paga com cartão de crédito, cédulas ou moedas.

Como usar o metrô de Londres

Como eu disse, apesar da rede enorme, não é difícil andar pelo metrô de Londres. O primeiro passo para quem não está familiarizado, é pesquisar sobre o trajeto que você irá fazer pelo site do metrô: https://tfl.gov.uk/

Ele mostra todas as conexões que você terá que fazer até chegar a seu destino, caso tenha que pegar algum ônibus no trajeto ele também considera esse tipo de transporte. E você também consegue simular o trajeto em diferentes horários. Dá uma olhada na simulação abaixo:

Simulação

Simulação

Chegando na estação, pegue um mapinha da rede. Todas as estações do metrô de Londres tem mapinhas que são super úteis.

As estações são bem antigas, é raro encontrar uma escada rolante, as poucas ficam nas estações que foram modernizadas para a Olimpíada de 2012, como a Westminster. Muitas tem enormes elevadores que é a melhor forma de descer até o subterrâneo, mas é bem comum eles terem problemas de funcionamento e só restar as escadas comuns e algumas estações são bem profundas, como a linha azul escuro, a Picadilly Line. Uma vez o elevador da estação Russel Square parou de funcionar e os passageiros tiveram que subir mais de 100 degraus de uma escadinha em espiral para sair da estação.

Mapa

Mapa

Nos finais de semana algumas linhas param de funcionar, mas nada impede de chegar ao destino, devido ao tamanho da rede. A única vez que eu vi o metrô parar por completo foi num dia de Natal, 25 de dezembro de 2012. Nesse dia nem os ônibus funcionaram.

O metrô de Londres funciona das 6h30 da manhã até a meia noite, depois que ele fecha, começam a circular linhas especiais de ônibus que cobrem a malha metroviária, de forma que a cidade nunca fique sem transporte.


Sigam o Vou na Janela no Facebook e no Instagram


 

Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Pin on PinterestPrint this page
mm

Fabricio Moura

Meu nome é Fabricio, moro em São Paulo, sou designer e apaixonado pelo mundo. Descobri que viajar é se perder e se encontrar. Se conhecer melhor e se amar mais. Acumular histórias e experiências. Vamos?

1 Comentário

  • Responder agosto 11, 2016

    Maykel

    O oyster vale a pena pegar ate se ficar 1 dia. Pois vc paga £5 por ele. Mas tem o retorno de volta usando qqr maquina 😉

Deixe uma resposta