Como é a visita ao Mercado Ver-o-peso em Belém do Pará

Ver-o-peso

Pensa rápido, quando alguém fala de Belém do Pará para você, o que vem na sua mente na mesma hora? Mercado Ver-o-peso e comidas sensacionais? Sim! Era o que eu pensava de Belém até chegar aqui e descobrir esse lugar incrível repleto de possibilidades.

Mas vamos por partes e no meu primeiro dia cheio aqui, queria ver e provar de tudo que o Ver-o-peso tem para oferecer e lá cheguei.

Antes de falar de como foi a visita, vamos rapidamente entender um pouco da história incrível dele. Muito antes de existir o mercado, no mesmo lugar os portugueses tinham um posto de fiscalização que se chamava “Casa de Haver o Peso”, na baía do Rio Guajará. Anos depois, durante o “boom” do ciclo da borracha, em 1899, começou a ser erguido no mesmo lugar o Mercado de Ferro, claro, por ser todo de ferro trazido da Europa, um projeto do Henrique La Rocque todo trabalhado referências art nouveau. Daí, ele foi inaugurado em 1901 e automaticamente chamado de Ver-o-peso.

Ver-o-peso

Ver-o-peso

Uma coisa interessante que um guia me disse, é que na época do ciclo da borracha, os navios iam levar o latex para a Europa e para não voltarem vazios, traziam material de construção, que ajudou a construir a arquitetura única de Belém.

Tá, mas e a visita? Eu pensava que a feira acontecia dentro do prédio de ferro e um pouco no entorno, dentro dele é só o mercado de peixes e tem que segurar o fôlego para entrar lá. O bacana acontece fora do prédio, onde centenas de barraquinhas que vão praticamente da estação das docas até o prédio de ferro vendem de tudo.

As famosas farinhas

As famosas farinhas

Camarões

Camarões

No começo, parece um pouco “25 de Março” como um enorme camelódromo vendendo todo tipo de quinquilharias, mas circulando por ali a gente acha uma área só com as famosas farinhas, castanhas e muito, mas muitos camarões graúdos pedindo para entrar na nossa panela. Um setor só de artesanato típico, muitos que vem lá da ilha do Marajó, as tradicionais cerâmicas marajoaras.

Castanhas do Pará sendo descascadas na hora

Castanhas do Pará sendo descascadas na hora

A gente segue em direção ao prédio de ferro e chega numa área onde só vendem ervas, perfumes, sabonetes e loções. Tem mistura pra tudo, da queda de cabelo até perfumes e óleos para arrumar marido. Tem até o famoso óleo do boto, que dizem que passando nas partes íntimas é garantia de arrumar marido, namorado, rolo e o que seja.

óleos para tudo

óleos para tudo

Sabonetes

Sabonetes

Vale uma passadinha na banca da Beth Cheirosinha, uma das celebridades do Ver-o-peso. Uma senhorinha de cabelos vermelhos que vende há 48 anos seus perfumes e loções para todas as finalidades. Uma figura carismática e falando nisso, não faltam personalidades nesse lugar cheio de personalidade.

A famosa Beth Cheirosinha

A famosa Beth Cheirosinha

Também não dá para vir ao Ver-o-peso e não comer. Tem uma área enorme na margem do rio com várias restaurantes que fazem um peixe de outro planeta. É um pouco zoneado, mas faz parte da tradição do local, rola uns bate-boca entre os donos de uma barraquinha por conta do pequeno espaço que eles tem para colocar as cadeiras e mesas. No começo até choca, mas um cara na mesa ao lado me disse que sempre foi assim.

Leiam o bilhete

Leiam o bilhete

Ervas

Ervas

Óleos

Óleos

Cena típica do Ver-o-peso

Cena típica do Ver-o-peso

Quanto custa?

Apesar de ser um lugar procurado por turistas, ainda não é um lugar feito para turistas, o que é muito bacana pois ainda tem muito da experiência local e por conta disso, os preços são bons. Tanto para artesanato, alimento e comidas nos restaurantes.

Onde fica o Ver-o-peso?

Facinho, na Avenida Boulevard Castilho Franca, Cidade Velha. Aproveite para dar um passeio pelo centro histórico de Belém, Fortaleza do Presépio (ou Forte do Castelo) no Complexo Lusitânia. Fica tudo pertinho, dá pra ir a pé.


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Fabricio Moura

Meu nome é Fabricio, moro em São Paulo, sou designer e apaixonado pelo mundo. Descobri que viajar é se perder e se encontrar. Se conhecer melhor e se amar mais. Acumular histórias e experiências. Vamos?

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