O que fazer em Belém do Pará: roteiro de 4 dias pela cidade

O que fazer em Belém

Primeiro preciso confessar que fui para Belém do Pará sem grandes expectativas, tinha lido pouco sobre a cidade, apesar de alguns lugares super famosos de Belém dispensam apresentações, talvez, por conta disso tenha me surpreendido tanto e me apaixonado por esse cantinho do Brasil e sua gente maravilhosa. Se você pensa em visitar a cidade, precisa ler e guardar com carinho esse post com o que fazer em Belém.

A cidade completou 400 anos recentemente e vem passando por um processo de revitalização de áreas até então abandonadas e que se tornaram pontos turísticos muito procurados, como a Estação das Docas, ao lado do centro antigo. Belém também vem despontando como uma das capitais gastronômicas do Brasil, com seus pratos maravilhosos e exóticos.


O que fazer em Belém do Pará


 

Dia 1

Comece a sua visita pela Estação das Docas, uma parte do antigo porto de Belém que ganhou vida nova depois da revitalização, se tornando um dos espaços culturais mais atraentes da cidade. Não é exagero meu, mas é lá que você vai de poder contemplar o mais belo pôr-do-sol da região norte do Brasil. O lugar é cheio de bares e restaurantes, é também dali que partem os passeios de barco por Belém.

O que fazer em Belém: Estação das Docas

O que fazer em Belém: Estação das Docas

Se você aprecia uma boa cerveja, não deixe de visitar a cervejaria Amazon Beer, que fica em um dos imensos galpões da Estação das Docas. O preço é ligeiramente salgado, mas vale a pena cada centavo, as cervejas são ótimas, coma o bolinho de pato no tucupi, uma das iguarias do estado.

A Estação das Docas lembra muito Puerto Madero em Buenos Aires, com seus galpões de metal e guindastes imponentes que ajudam a contar um pouco da história de Belém e da região norte do Brasil.

Pôr do sol na Estação das Docas

Pôr do sol na Estação das Docas

Ali do lado fica o Mercado Ver-o-Peso, outro lugar que jamais poderia ficar de fora de qualquer roteiro na cidade. Um prédio todo de ferro vindo da Europa e inaugurado em 1901 que se tornou o maior ícone de Belém. O Ver-o-peso é o melhor lugar para entender o que é a essência do povo paraense, com suas bancas dos mais variados produtos e personagens únicos.

A famosa Beth Cheirosinha do Ver-o-peso

A famosa Beth Cheirosinha do Ver-o-peso

Sem o menor exagero, foi no Ver-o-peso que eu comi o melhor peixe de Belém e tomei a cerveja mais gelada. E o preço? Quase de graça! Se na Estação das Docas uma long-neck Tijuca custa 9 reais, no Ver-o-peso uma garrafa de 600ml da mesma cerveja é vendida por 7 reais.

Leia também:
Como é a visita ao mercado Ver-o-peso em Belém

Cena típica do Ver-o-peso

Cena típica do Ver-o-peso

Dia 2

Tire o dia para passear pela parte antiga da cidade, pertinho do Ver-o-peso, a região tem influências portuguesas para todos os lados. Vale andar pelas ruas estreitas cheias de casarões antigos, muitos em péssimo estado, mas mesmo assim ainda imprimem um charme especial a cidade.

Centro histórico

Centro histórico

Não deixe de visitar a Igreja de Nossa Senhora das Mercês que fica na praça Visconde do Rio Branco, popularmente conhecida como Praça das Mercês. A igreja em estilo barroco e rococó foi construída entre 1748 e 1763 e preserva toda a originalidade da sua construção, o lugar parece que parou no tempo, com duas paredes descascadas e piso de pedra polido pelo vai e vem ao longo dos anos.

Igreja de Nossa Senhora das Mercês

Igreja de Nossa Senhora das Mercês

Não longe dali fica o Forte do Castelo ou Forte do Presépio como também é conhecido, mas o nome oficial é grande, Forte do Castelo do Senhor Santo Cristo do Presépio de Belém, ufa! Uma construção super preservada e que de cima das muralhas a gente tem uma linda vista da Baía do Guajará, Mercado Ver-o-peso e da Estação das Docas.

Forte do Presépio

Forte do Presépio

Do lado do Forte fica também a Casa das Onze Janelas, um casarão colonial que foi transformado em centro cultural que abriga várias galerias, café e bar. Lá, também tem um mirante com vista para o rio e na frente do casarão fica praça Frei Caetano Brandão com dezenas de Mangueiras centenárias, falando nisso, Belém é conhecida como “cidade das mangueiras” devido a abundância das árvores que foram trazidas pelos portugueses para criar sombra e refrescar as ruas.

No entorno da mesma praça ficam a Catedral da Sé de Belém e a Catedral Metropolitana de Belém, outras duas belíssimas igrejas e falando nisso, a cidade merece um tour só pelas suas igrejas centenárias.

Catedral metropolitana de Belém

O que fazer em Belém do Pará: Catedral metropolitana de Belém

No fim do dia, você estará perto da Estação das Docas novamente, vale fazer o passeio de do pôr-do-sol, que segue de barco pela Baía do Guajará e Rio Guamá. O passeio custa 50 reais e dura aproximadamente 2 horas e é super animado.

Mais informações no post abaixo:
Passeios fluviais em Belém do Pará: qual vale a pena?

Passeios fluviais em Belém: Orla ao entardecer

O que fazer em Belém do Pará: Orla ao entardecer

Dia 3

Depois de passear por Belém durante dois dias, vale fazer um bate-volta ate a Ilha do Marajó. A lancha rápida, que na verdade é um catamarã, faz a travessia desde o Terminal Hidroviário de Belém em 2 horas e custa 50 reais o trecho. A ilha do Marajó tem vários lugares que são procurados por turistas, entre elas as cidades de Soure e Salvaterra são as mais visitadas.

Eu fui até Soure, e a melhor forma de andar por lá é de moto-taxi, vale visitar os artesãos locais e comprar autênticas peças de cerâmica marajoara, é só pedir para o condutor te levar até lá.

E ficam assim

Cerâmicas Marajoara

Praia do Pesqueiro

Praia do Pesqueiro

Depois vale passar o dia na Praia do Pesqueiro, ela é imensa e estava incrivelmente vazia no sábado a tarde. A água da praia é uma mistura de água salgada com água doce dos rios, por isso, não é salgada mesmo sendo uma praia de mar.

Não deixe de comer um belo peixe em uma das várias barracas na praia. Dica: leve dinheiro, lá não tem telefone ou sinal de celular, por conta disso, as máquinas de cartão de crédito não funcionam.

Se você tiver a oportunidade, vale ficar uma noite na ilha, pois pelo horário de chegada e retorno da lancha, o bate-volta fica meio corrido.

Leia mais:
Bate-volta de Belém a Ilha do Marajó e Praia do Pesqueiro

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O que fazer em Belém do Pará: bate-volta na Ilha do Marajó

 

Dia 4

Se este dia for um domingo, vale da um passeio pela Feirinha da Praça da República. O lugar vende de tudo um pouco, parece um grande mercado de pulgas, é um ótimo lugar para comprar bombons com recheio de frutas tradicionais do Pará.

Ali do lado fica o Teatro da Paz, uma das preciosidades arquitetônicas da cidade, foi todo inspirado no Teatro Scala, uma famosa ópera de Milão, na Itália. Dá para fazer uma visita guiada que passa pelo palco e de seus camarotes, a visita é realizada de hora em hora e se você tiver a oportunidade, vale assistir a um espetáculo na casa.

Não muito distante dali fica a Basílica de Nossa Senhora de Nazaré e em frente a ela fica a imagem peregrina da Nossa Senhora de Nazaré. Ela foi esculpida na década de 1960 pelo italiano Giacomo Muzner, dentro de uma estrutura de vidro no centro da praça em frente a igreja, que é o lugar que abriga a imagem original.

Basílica de Nossa Senhora de Nazaré

O que fazer em Belém do Pará: Basílica de Nossa Senhora de Nazaré

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Teto super trabalhado da basílica

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Nossa Senhora de Nazaré

A basílica começou a ser erguida em 1909, no lugar onde foi encontrado a imagem de Nossa Senhora, tem forte influência neoclássica, ricamente decorada com muito mármore carrara e madeiras nobres.

Termine o seu dia com um passeio pelo Mangal das Garças, o parque ecológico que surgiu da revitalização de uma área de 40.000 m² no coração do centro histórico da cidade. A entrada custa só 4 reais.

Leia também:
Como é a visita ao mercado Ver-o-peso em Belém
Passeios fluviais em Belém do Pará: qual vale a pena?
Bate-volta de Belém a Ilha do Marajó e Praia do Pesqueiro


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Fabricio Moura

Meu nome é Fabricio, moro em São Paulo, sou designer e apaixonado pelo mundo. Descobri que viajar é se perder e se encontrar. Se conhecer melhor e se amar mais. Acumular histórias e experiências. Vamos?

5 Comentários

  • Responder abril 9, 2017

    Karilayn Areias

    Oi Rodrigo! Gostaria de saber de quando é esses preços que vc citou no texto? É referente a que ano? Será que já ficou mais caro?

    • mm
      Responder abril 12, 2017

      Fabricio Moura

      São de maio do ano passado, não deve ter subido muito.

  • Responder junho 25, 2017

    Bruno Tobias

    Olá Fabricio,
    Me chamo Bruno, gostei muito do seu post, moro em Belém do Pará, e voçê soube falar muito bem da nossa cidade, só achei que faltou falar da gastronomia, o nosso açaí, a maniçoba e etc..
    mas mesmo assim obrigado.

    • mm
      Responder junho 28, 2017

      Fabricio Moura

      Oi Bruno, realmente ficou faltando esse assunto, e olha que eu amei a culinária paraense. Eu devo voltar esse ano, aí vou fazer uma série sobre a gastronomia paraense.

  • Roteiro perfeito e fotos lindas. Parabéns

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