Os efeitos da altitude no Equador: que fazer para combater

Os efeitos da altitude

Eu preciso confessar para vocês que eu subestimei os efeitos da altitude no Equador. Achei que não fosse sentir tanto, que me adaptaria fácil e que o “mal da altitude” não seria um problema. Recentemente eu tinha me adaptado bem a altitude da Cordilheira dos Andes do Chile e achei que estaria mais preparado para o Equador.

Antes de falar dos sintomas e de compartilhar com vocês as minha dicas, eu não quero que esse post seja um motivo para você deixar de visitar o Equador, mas uma ferramenta para te ajudar, ok?

Primeiro, saiba que Quito, a capital do Equador, está localizada a 2.850 metros de altitude e que o vulcão Chimborazo, o ponto mais alto do país, atinge os 6.310 metros. Ou seja, é muito alto e quanto mais alto, o ar fica mais rarefeito.


Os efeitos da altitude no Equador


Cada pessoa sente a altitude de uma forma diferente, os efeitos variam de pessoa para pessoa. Mas o sintoma mais comum entre todos é a falta de ar e o cansaço. No primeiro dia bastava dar 10 passos para me sentir cansado e com dificuldade de respirar. A falta de ar pega pesado sim e dizem que para os fumantes é ainda pior.

No fim do meu primeiro dia, já no hotel eu tive febre, que é um dos efeitos do chamada de “Mal da Montanha”, que é causada por exposição aguda à baixa pressão de oxigênio a altas altitudes. Mas um analgésico resolveu e depois eu não tive mais febre.

Também é muito comum sentir náusea, dor de cabeça, tontura e sonolência. Eu só senti dor de cabeça nos dois primeiros dias, depois acho que o meu corpo foi se acostumando.

Eu li que algumas pessoas podem ter dificuldade de dormir, isso felizmente eu não tive, dormi muito bem em todos os dias.

O nosso corpo demora de 2 a até 6 dias para se acostumar com os efeitos da altitude, no meu caso, eu só me senti mais confortável lá pelo fim do terceiro dia. Mas como eu disse, isso varia muito de pessoa para pessoa.

Pessoas que tem uma vida mais ativa e praticam exercícios físicos ou esportes com frequência tendem a sentir menos.

O Cotopaxi chega a 5.987 metros de altitude


Dicas para combater os efeitos da altitude


A minha primeira dica é pegar leve nos seus primeiros dias no Equador. Evite fazer os passeios que sobem até altitudes muito elevadas, como a visita aos vulcões Quilotoa (3.914 metros) e ao Cotopaxi (5.987 metros). Prefira conhecer o centro histórico de Quito e visitar o monumento da metade do mundo que está a 2.400 metros nos primeiros dias.

Se alimente bem e tome bastante líquido, ajuda muito. No Equador eles tem o costume de tomar muitas sopas e são pratos muito bons, abuse das sopas, ajuda muito.

Tenha com você alguns remédios básicos como analgésico, antitérmico e claro, um remedinho para enjoo. Use especialmente antes de fazer os passeios pelos vulcões, pois a estrada é sinuosa e com isso é normal as pessoas ficarem enjoadas, ou “mareadas”, como eles dizem.

Evite roupas e calçados apertados também, qualquer coisa que te sufoque vai piorar ainda mais a sua condição. Roupas leves e quentes, claro, pois especialmente nos vulcões faz bastante frio.

O chá de folha de coca

Nesses países é normal o consumo da folha de coca, seja como chá, balas ou até mesmo mascando a folha. Não se preocupe, a folha in-natura não vai te deixar doidão. Antes de virar o produtinho do Pablo Escobar ela passa por uma série de processos químicos.

Eu tomei o chá antes de visitar o Vulcão Cotopaxi, não sei dizer se realmente me ajudou de forma significante pois eu sofri para subir naquele vulcão. Mas na dúvida, tome o chá, parece erva mate.

***

Bom, pessoal, como eu disse acima, esse post é para te ajudar a superar os efeitos da altitude e visitar o Equador, não é para te fazer desistir. Eu amei o Equador, sofri sim, mas amei muito e pretendo voltar.


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Fabricio Moura

Meu nome é Fabricio, moro em Bangkok na Tailândia, sou designer e apaixonado pelo mundo. Descobri que viajar é se perder e se encontrar. Se conhecer melhor e se amar mais. Acumular histórias e experiências. Vamos?

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