Vulcão Quilotoa no Equador: como ir e o que fazer

Vulcão Quilotoa

Eu estava bem ansioso para visitar o Vulcão Quilotoa no Equador, que ao lado do Cotopaxi, eram os highlights da minha viagem. Eu tinha visto algumas imagens lindas no Instagram, de sua lagoa com águas que iam do azul turquesa ao esmeralda e já fiquei apaixonado. O Quilotoa é um dos passeios obrigatórios para quem visita o Equador, mas que gera muitas dúvidas, que vou explicar tudo neste post.

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Eu vou te dar uma informação que talvez você não saiba, mas o Equador tem quase uma centena de vulcões, sendo muitos ativos. Tudo isso concentrado em um espaço pouco maior que o estado de São Paulo.

Só em torno de Quito são 9 vulcões, por tanto, é impossível você passar pelo Equador e não visitar um vulcão ativo ou inativo. Sim, amigos, alguns vulcões ativos do Equador podem ser visitados, como o Cotopaxi.

O Vulcão Quilotoa está a 3.914 metros de altitude. Ele é considerado inativo, sua última explosão foi há mais de 800 anos foi aí que surgiu o lago em seu interior. Esse lago é o ponto alto da visita, é possível visitar caldeira de diferentes pontos e inclusive descer até lá embaixo.

A cratera Vulcão Quilotoa


Como chegar ao Vulcão Quilotoa


O Vulcão Quilotoa fica distante 180 quilômetros de Quito e a maneira mais prática de chegar lá é contratando um tour. Eu contratei meu tour pelo Get Your Guide e ele foi executado pela Quito Tourbus de forma impecável. O tour durou um dia inteiro, saímos de Quito por volta das 7h30 da manhã e retornamos já a noite, lá pelas 19h.

E preferi comprar pelo Get Your Guide pois deixando para a última hora é mais difícil encontrar vagas, já que esses passeios são muito concorridos. Algumas opções aqui embaixo:

Existem algumas agências que vendem o passeio ao Quilotoa e Cotopaxi no mesmo dia, não façam isso, os vulcões ficam longe um do outro e você mal vai ter tempo de ver alguma coisa.

Muitas pessoas fazem também por conta própria, pegando um ônibus no Terminal Terrestre Quitumbe em Quito até Quilotoa, a cidadezinha que tem o mesmo nome do vulcão e que fica na borda dele.

Se você pretende ficar mais tempo em Quilotoa para explorar as trilhas em torno do vulcão, o ideal é ir de transporte público e dormir na vila, existem algumas opções de acomodação lá bem em conta (veja aqui). E na cidadezinha você não vai precisar contratar nenhum passeio ou pegar condução, dá para fazer tudo a pé.


Como é o tour no Vulcão Quilotoa


Saímos bem cedo de Quito, por volta das 7h30 da manhã. O ônibus era bem confortável e foi distribuído um kit lanche, com água e algumas coisas para beliscar. A viagem até o primeiro ponto de observação do Vulcão Quilotoa durou 4 horas. A última hora da viagem foi por estradinhas muito sinuosas montanha acima.

O caminho até o Quilotoa

A primeira parada foi no Mirador Shalala, um mirante que foi inaugurado há pouco tempo e que permite uma vista sensacional da lagoa. Depois de uma caminhadinha de 10 minutos desde o estacionamento, chegamos ao mirante. Mesmo com o tempo um pouco encoberto, algo normal nessa região, a vista da lagoa é muito impressionante.

Ela tem cerca de 3 quilômetros de largura e a cor é em razão da quantidade de minerais na água. Não existem peixes ou vida aquática na lagoa pois a água é sulfurosa.

Mirador Shalala

Mirador Shalala

Depois dessa parada seguimos em direção a pequena cidade de Quilotoa, no caminho paramos em no Cânion do Rio Toachi que foi formado por uma erupção, só para você ter uma ideia do poder dos vulcões.

Cânion do Rio Toachi

A vila é o ponto final do tour, e nela ficamos por 3 horas. Tempo suficiente para almoçar (o almoço estava incluído), visitar o outro mirante do Quilotoa e descer pela trilha de uma altura de 250 metros até a lagoa. Lá embaixo é possível fazer algumas atividades, como o caiaque na lagoa.

A vista a partir do mirante da vila

Trilha de descida até a lagoa

Só é preciso fazer tudo com calma, pois a altitude cobra o seu preço mesmo, não é brincadeira. Tem pessoas que não aguentam chegar até a metade do caminho. Existe a possibilidade de subir de volta a cavalo, que é o que muita gente faz. Leia aqui o meu post sobre os efeitos da altitude e o que fazer para se adaptar melhor.

A vila do Quilotoa é muito simples, nesta região vivem os quíchua, povo de origem indígena e que habitavam essas terras muito antes dos europeus chegarem. É um bom lugar para comprar artesanato, como os lindos blusões feitos de lã de alpaca e artesanato em couro.

No fim do dia regressamos a Quito em uma viagem de aproximadamente 3 horas.

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Visitar o Vulcão Quilotoa é uma experiência muito legal que você pode ter no Equador. Mesmo sofrendo com os efeitos da altitude, a visita foi algo que eu vou guardar comigo para sempre.


Onde se hospedar em Quito


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Fabricio Moura

Meu nome é Fabricio, moro em Bangkok na Tailândia, sou designer e apaixonado pelo mundo. Descobri que viajar é se perder e se encontrar. Se conhecer melhor e se amar mais. Acumular histórias e experiências. Vamos?

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