O que fazer em Kuala Lumpur, Malásia: roteiro de 3 dias

A modernidade de Kuala Lumpur foi um choque depois de passar por lugares simples como o norte da Tailândia, Mianmar e Camboja no meu mochilão pela Ásia. A cidade foi uma belíssima surpresa, tudo muito moderno, prático e funcional. Nesse post, vou te dar dicas com o que fazer em Kuala Lumpur em um roteiro de 3 dias.


Quantos dias ficar em Kuala Lumpur


Eu fiquei 4 dias cheios em Kuala Lumpur, gostaria de talvez ter ficado mais para poder aproveitar ao máximo a cidade, se você tem um roteiro curto, em 3 dias é possível ver tudo o que a cidade tem de melhor a oferecer.

Se você tem uns dias a mais, pode pensar também em fazer algum bate-volta pelas redondezas. Como até Port Dickson, uma cidade costeira que foi colonizada por ingleses séculos atrás. A cidade fica distante 1 hora de carro de Kuala Lumpur e também é muito simples chegar até de ônibus.

Port Dickson

Port Dickson

Depois de Port Dickson, fica Malaca, que foi fundada e colonizada por portugueses, mas não se engane, você não vai encontrar ninguém falando português lá, apesar de que as heranças lusitanas estão por todos os lados.


O que fazer em Kuala Lumpur


Dia 1

Acho que vale começar o dia indo direto ao principal cartão postal da Malásia, as Petronas Towers. Elas já foram os prédios mais altos do mundo e tudo em Kuala Lumpur, ou KL, como eles se referem, gira em torno das torres.

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O que fazer em Kuala Kumpur: Petronas Towers

Na frente das torres fica um jardim que foi projetado por Roberto Burle Marx, um dos últimos projetos dele e que ele nem viu finalizado. Atrás das torres fica o KLCC Park, um parque lindo, com piscinas e quedas d’água para ajudar a amenizar o calorão de Kuala Lumpur.

A gente fica pequenino perto delas

A gente fica pequenino perto delas

Uma das atrações de Kuala Lumpur é subir até o mirante das Petronas Towers, tudo sobre como visitar o mirante você encontra no post abaixo:

Petronas Towers: como é a visita a um dos prédios mais altos do mundo

Perto das Petronas, ficam a KL Tower, uma das mais altas torres de TV do mundo e que também tem uma ótima vista de Kuala Lumpur.

KL Tower

KL Tower

Na verdade, eu acho a vista da KL mais interessante que a das Petronas, pois da KL Tower, a gente consegue ver bem as Petronas e toda cidade. No post abaixo eu falo sobre como é a visita:

Mochilão Ásia: KL Tower em Kuala Lumpur

Depois de ver a cidade de cima, vale conhecer o lado mais antigo de Kuala Lumpur e o Sultan Abdul Samad Building é a construção mais antiga e um dos símbolos da colonização britânica na Malásia. O prédio foi construído em 1897 e mistura influências britânicas e indianas.

Em frente ao Sultan Abdul Samad fica a Dataran Merdeka, a principal praça da cidade e onde foi proclamada a independência da Malásia. Durante o dia a praça fica meio vazia, acho que o povo foge do calorão, mas a noite ela fica lotada. Pessoas passeando, comendo, correndo ou pedalando.

Abdul Samad Building

Abdul Samad Building

Também ao lado daqui fica a Mesquita Masjid Jamek, a mais antiga da Malásia, construída em 1909. Além de ser um prédio histórico e importantíssimo para os maláios, o que torna a mesquita ainda mais interessante são as referências arquitetônicas, como o desenho tipicamente indiano e os tijolos britânicos. Muito diferente das tradicionais mesquitas árabes.

Dia 2

Reserve o segundo dia para ir para as redondezas de Kuala Lumpur conhecer um dos lugares mais espetaculares da Malásia, o Batu Caves.

Batu Caves são conjunto de templos hindús construídos dentro de cavernas no distrito de Gombak, 17 kms ao norte de Kuala Lumpur e apesar de estar nos arredores, chegar lá é muito fácil, a estação de trem fica exatamente na entrada do templo.

Olha o tamanho

Olha o tamanho

Batu Caves impressiona, para começar pela gigantesca estátua dourada do deus Murugan, com seus 43 metros de altura, as enormes cavernas, os templos coloridos, a escadaria imensa e a multidão de macacos. Tome muito cuidado com eles, os bichinhos são mestres em roubar os turistas.

Aqui no blog tem um post que fala como é a visita e como chegar a Batu Caves:

Batu Caves: o templo hindú perto de Kuala Lumpur

Apesar de ser perto da cidade, é um passeio que toma boa parte do dia. Recomendo dar uma descansada depois de visitar Batu Caves e fazer um giro noturno por Kuala Lumpur. A noite a cidade se transforma.

Surreal de lindo

Surreal de lindo

Dia 3

A população de Kuala Lumpur é formada por maláios, indianos e chineses. Os maláios são a maioria, mas os indianos e chineses tem seus bairros tradicionais. Tire o último dia para conhecer esses cantinhos da cidade.

Comece visitando a Little India, o bairro dos indianos, que apesar de não ser um lugar turístico, acaba atraindo muitos visitantes de fora interessados em ter contato com a cultura indiana.

Little India: tradicionalismo e modernidade na esquina

Little India: tradicionalismo e modernidade na esquina

O que mais chama a atenção em Little India é justamente a diferença daquelas poucas ruas para o resto da cidade. Kuala Lumpur é dominada por torres envidraçadas, shoppings de luxo, trens rápidos e monotrilhos, mas basta atravessar uma rua e entrar na Little India Brickfields, a rua principal que se estende por algumas quadras, para tudo mudar.

Little India: o bairro indiano de Kuala Lumpur

Perto da Little India fica o Musium Diraja, onde funciona o mais importante museu da Malásia, num prédio lindo que já foi a residência real.

Não distante dali fica a Jalan Sultan Hishamuddin, a antiga estação de trens de Kuala Lumpur. Ela segue na ativa e de lá partem os trens para todo o país e até para a Tailândia. O prédio é no mínimo sensacional.

Seguindo a caminhada pelo lado mais tradicional da cidade, fica a Petaling Street, a “chinatown” de Kuala Lumpur. E o que podemos esperar o bairro chinês? Muitos camelôs e produtos falsificados, tudo que a China tem para oferecer.

Petaling Street

Petaling Street

No post abaixo eu falo mais sobre a visita a Chinatown:
Mochilão Ásia: Little India e Chinatown


Noite em Kuala Lumpur


Vamos recordar que a Malásia é um país muçulmano, onde bebidas alcoólicas são “proibidas”, mas nas áreas turísticas e em seus bares e hotéis as biritas rolam livremente. A Changkat Bukit Bintang é a rua onde a boemia corre solta na cidade. O lugar é cheio de bares, baladinhas e pubs. Eu adorei o Healy Mac’s e recomendo o chopp deles.

Na mesma rua a gente encontra restaurantes de todo o mundo: Japão, França, Rússia, Inglaterra, Itália, Cuba e… Brasil! Sim, em Kuala Lumpur tem uma churrascaria brasileira, a Bom Brazil Churrascaria.

A Changkat Bukit Bintang é aquele “respiro” ocidental que a gente precisa quando está há muito tempo imerso na cultura oriental.

Changkat Bukit Bintang

Changkat Bukit Bintang

Outros lugares muito procurados em Kuala Lumpur são os Sky-Bars, os bares que funcionam no topo dos edifícios e garantem uma vista sensacional da cidade, especialmente a noite.

Só na região em torno da Petronas Towers são mais de 10 bares!

O que fazer em Kuala Lumpur: Sky bar

O que fazer em Kuala Lumpur: Sky bar

O Marini’s on 57 funciona anexo a um restaurante italiano, é todo climatizado e bem carinho. Tem o Luna Bar, que fica no topo do Pacific Regency Suites e tem uma vista em 360 graus da cidade. O bar é ao ar livre, é bem bacana.

O Heli Lounge Bar não é tão alto, é todo ao ar livre e tem uma vista incrível da cidade. O bar é muito procurado já para o pôr do sol e happy hour.


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Fabricio Moura

Meu nome é Fabricio, moro em São Paulo, sou designer e apaixonado pelo mundo. Descobri que viajar é se perder e se encontrar. Se conhecer melhor e se amar mais. Acumular histórias e experiências. Vamos?

2 Comentários

  • Responder outubro 24, 2016

    Natalie

    Oi, Fabricio. Tudo bem? 🙂

    Seu post foi selecionado para o #linkódromo, do Viaje na Viagem.
    Dá uma olhada em http://www.viajenaviagem.com

    Até mais,
    Bóia – Natalie

    • mm
      Responder outubro 24, 2016

      Fabricio Moura

      Oi Natalie! Tudo bem? Super obrigado. =)

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