Templo Golden Mount: do desabamento a monte sagrado

Templo Golden Mount

Talvez você não saiba, mas Bangkok tem aproximadamente 400 templos budistas, por tanto, amigo viajante, é impossível você conhecer todos eles em uma viagem. Até para mim, que moro aqui, está totalmente fora de cogitação tal meta. Mas existem alguns templos na minha lista, como o Templo Golden Mount que eu queria muito conhecer.

Chegar até o Golden Mount para mim já foi uma experiência bacana, pois eu queria pegar um dos barcos que fazem o transporte de passageiros pelos canais de Bangkok e o píer final de uma das linhas é praticamente ao lado do Templo Golden Mount.

Bangkok tem alguns canais que são usados para o transporte de passageiros em grandes barcos de madeira. Uma maneira muito rápida, eficiente e barata de atravessar a cidade. Como eu não encontrei muita informação na internet, eu fui descobrir lá como funciona.

Olha o barco

Na real é tudo muito simples, ao longo do canal tem uma série de pequenos píers, alguns tem mapas com as paradas. Quando o barco encosta é aquele vai e vem de gente desembarcando e embarcando rapidamente. O pagamento é feito dentro do barco, para um cara que vem se equilibrando do lado de fora, que agonia! Você diz onde vai descer e ele diz o valor. De Siam até o Píer Phanfa Bridge eu paguei 9 Bahts (aproximadamente 1 real).


Agora, vamos falar do Templo Golden Mount


O Templo Golden Mount, como é conhecido – o nome oficial Wat Saket –  é chamado assim pois fica em cima de um monte de quase 80 metros de altura. Uma curiosidade é que esse monte é artificial, pois Bangkok é uma cidade plana.

Golden Mount fica ao lado de um píer, o acesso é super fácil

Detalhe do templo

A história desse lugar é bem curiosa, durante o reinado do Rei Rama III, lá entre 1787 e 1851, o rei queria construir a maior estupa, ou chedi, da Tailândia. Que são essas enormes estruturas em forma de torre que os templos budistas antigos tem.

No meio da construção a estrutura desabou, por conta do solo macio e úmido de Bangkok. A estrutura ficou lá, inacabada e abandonada. O mato tomou conta e ela ficou realmente semelhante a um monte.

Nos reinados seguintes o lugar voltou a ser ocupado, construíram um templo no topo, uma estupa dourada para guardar relíquias de Buda vindas do Sri Lanka e as escadarias em espiral que circundam o templo.

A estupa que guarda as relíquias de Buda

Detalhe das escadarias

Guardião da estupa

A entrada do Templo Golden Mount custa 50 Bahts (pouco mais de 5 reais) e para chegar lá em cima tem que encarar as escadas. São mais de 300 degraus, então vai se preparando. Mas a vista compensa e o vento lá em cima ajuda a aliviar o eterno calorão de Bangkok.

Lá de cima a gente tem uma visão em 360 graus da cidade, dá para ver tudo. A região da Khao San e Grand Palace, Siam e Sukhumvit. Queria voltar lá em um fim de tarde, a vista durante o pôr do sol deve ser incrível, mas o templo fica aberto das 9h às 17h.

Para visitar o templo, assim como todos os templos tailandeses, existem algumas regras de vestimentas. Homens podem entrar com a bermuda na altura dos joelhos e camiseta, nada de regata. Mulheres precisam cobrir pernas e ombros. Esse templo permite entrar de sapatos, mas todo mundo tira os calçados em sinal de respeito.

A visita é bacana, vale a pena ir e aproveite a vista!

Região da Khao San Road

Uma das vistas lá de cima


Arredores do templo


Saindo do Golden Mount você pode dar uma passadinha no Fort Mahakam, uma antiga construção que servia para defender a cidade durante o Reinado de Rama I, por volta de 1700. Até a pouco tempo o lugar era abandonado, hoje está bem cuidado. Vale uma visitinha.

Fort Mahakam

Atravessando a avenida em frente ao Fort Mahakam fica o Wat Ratchanatdaram, outro templo lindo, é até redundante dizer isso, mas ele é muito bonito e bem cuidado, como todos os templos de Bangkok.

Apesar de tudo com cara de novo em folha, este templo foi construído em 1846 e a estrutura dele impressiona. Vale super visitar e ainda não paga nada para entrar.

Wat Ratchanatdaram

Wat Ratchanatdaram

Wat Ratchanatdaram

Onde fica

Pertinho da região da Khao Sam Road, se você estiver hospedado nessa parte de Bangkok, dá para ir a pé, ou pegar um tuk-tuk por 100 bahts (aproximadamente 10 reais).

Para quem está em outra região da cidade, vale combinar o BTS + o transporte de barco pelos canais, como eu fiz.

Veja aqui como usar o metrô de Bangkok

Imagem de capa: Shutterstock



Eu já estive em Bangkok mais 5 vezes e aliás, já morei lá durante o ano de 2018. Todos os hotéis que eu vou indicar neste post eu já conheço e já me hospedei neles. Leia o post completo com todas as dicas ou confira os principais destaques aqui embaixo:

Rambuttri Village Plaza é um achado! Ele fica no coração do centro histórico de Bangkok, pertinho da Khao San. Embora essa região seja bem cheia, ele fica em uma rua super gostosa e bem tranquila. E foi neste hotel que eu me hospedei em duas ocasiões em Bangkok.

Amara Bangkok faz parte de uma rede de hotéis lá da Ásia, com duas unidades em Singapura, uma em Xangai e este em Bangkok. E não é exagero dizer, esse foi o melhor hotel que eu fiquei em Bangkok.

Prime Hotel Central Station foi reformado a pouco tempo, o quarto era enorme, com uma cama muito confortável. Uma bela vista da estação Hua Lampong, de onde saem os trens para Ayutthaya e para todos os cantos da Tailândia. 

The Quarter Ladprao fica em uma localização super estratégica em Bangkok, perto do Aeroporto Don Mueang e com fácil acesso de trem ao Aeroporto Internacional Suvarnabhumi.

Por fim, um hotel para quem está em trânsito. Eu fiquei no Suvarnabhumi Ville Airport Hotel durante uma conexão longa no Aeroporto Internacional Suvarnabhumi. O hotel fica ao lado do aeroporto, coladinho na pista. Inclusive eles tem um bar no rooftop – que serve drinks maravilhosos e ótimos pratos –  e de onde temos uma vista sensacional dos pousos e decolagens.


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Fabricio Moura

Meu nome é Fabricio, moro em Bangkok na Tailândia, sou designer e apaixonado pelo mundo. Descobri que viajar é se perder e se encontrar. Se conhecer melhor e se amar mais. Acumular histórias e experiências. Vamos?

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