Ásia dia 26: Ayutthaya e a ferrovia da morte de Mianmar

Ferrovia da morte de Mianmar é seguro viajar para Mianmar

Último dia na Ásia, tinha que ser fodástico no mínimo, pra fechar com chave de ouro mesmo, pra ser inesquecível e se tivesse perrengue, tudo bem, faz parte. Eu já tinha reservado o dia para um bate-volta até Ayutthaya, a antiga capital do Reino do Sião e que fica uns 70 quilômetros de Bangkok, mas no meio disso tudo entrou a ferrovia da morte de Mianmar.

A viagem até Ayutthaya não é tão longe e cabe perfeitamente no roteiro de bate-volta. Mas eu fiquei vendo algumas imagens da tal ferrovia que liga os estados de Kanchanaburi a Mianmar, a chamada “Burma Death Railway” (Ferrovia da Morte de Mianmar) que começa em Kanchanaburi e vai até o país vizinho.

De Ayutthaya até lá não é tão longe, cerca de 150 quilômetros e vi que tinham ônibus que faziam a viagem em 3 horas. O trem que sai de Kanchanaburi percorre menos de 70 quilômetros até onde eu desceria, fiz um planejamento rápido e dava para visitar Ayutthaya, pegar o busão até Kanchanaburi e o trem. Morrendo de medo de dar merda, já que meu retorno para o Brasil era no dia seguinte, mas vamos lá!

Linda ou não?

Linda ou não?

Ayutthaya

A minha vontade era ir até Ayutthaya de trem, mas a viagem demora de 1h45 até 3h, já as vans que saem de frente a estação ferroviária de Bangkok fazem o percurso em 1 hora. Peguei a van às 5h da manhã e às 6h10 estava em Ayutthaya.

O lugar faz jus a fama! Realmente sensacional. Os antigos templos datam de 1350, amigos, muito antes de qualquer sombra de descobrimento do Brasil a cidade já existia. São mais de 10 templos, mesmo com um dia cheio, não dá para visitar tudo com calma. Priorizei os mais famosos e como cheguei bem cedo, deu pra curtir bastante antes da multidão de turistas chineses chegar e atrapalhar tudo.

Um dos muitos Budas

Um dos muitos Budas

Fui para a rodoviária e para minha sorte, tinha uma van que estava indo para Kanchanaburi e que fazia a viagem em 1h30 segundo o motorista. Seria perfeito para conseguir pegar o trem, se não, ferrou todo o planejamento.

Ferrovia da morte de Mianmar

Peguei a van, paguei míseros 100 Baths e confesso que apaguei no caminho. Fui acordado pelo motorista em frente a estação de trens de Kanchanaburi por volta do meio dia. O trem estava programado para sair às 12h45, comprei o bilhete e… cadê o trem?  Taí uma coisa que eu aprendi nessas andanças pela Tailândia: fora de Bangkok, nenhum trem sai no horário correto.

E esse é o trem #medo

Ferrovia da morte de Mianmar: O trem

O trem estava na estação, ali é o ponto inicial da viagem, mas por que motivo eu não faço ideia, ele estava em outra área e quase 1 hora depois ele parou na plataforma.

A história da ferrovia é de arrepiar. Ela foi construída pelos japoneses durante a Segunda Guerra Mundial para levar suprimentos de Bangkok até a Birmânia (hoje Mianmar), ao todo, quase 300 mil prisioneiros de guerra, asiáticos e ocidentais trabalharam para construir a ferrovia. Desses, mais de 100 mil morreram na construção.

A estação

Ferrovia da morte de Mianmar: A estação

A viagem até o ponto onde eu desceria é curta, são uns 70 quilômetros e pegaria o próximo tem de volta, esse operado por uma empresa estatal de Mianmar. A moça no balcão me disse que daria para fazer o trajeto e que era muito comum turistas fazerem essa mesma viagem e de fato, tinham muitos turistas na estação.

Nem preciso dizer que não existe conforto nenhum, alguns vagões tem bancos de madeira e outros de plástico duro. Mas a viagem em si, é sensacional. As paisagens no meio da mata são a melhor recompensa desse dia corrido.

O último vagão é concorrido e dá pra ter essa vista

Ferrovia da morte de Mianmar: O último vagão é concorrido e dá pra ter essa vista

O trem passa por pontes onde já aconteceram vários descarrilhamentos, desabamentos e acidentes sérios. Como nesse percurso não tem grandes cidades, o trem faz a viagem até rápida e às 15h30 chegamos.

Ainda do último vagão

Ferrovia da morte de Mianmar: Ainda do último vagão

Desembarquei numa cidade da província de Tanintharyi, o trem que voltaria para Kanchanaburi estava na estação, mas na verdade não era bem uma estação. Não tinha um prédio, era um entroncamento de ferrovias e o povo fica no meio dos trilhos esperando o trem.

Bateu um desespero quando eu perguntei se aquele era o trem de volta a Kanchanaburi e ninguém falava uma palavra de inglês até que uma pessoa da ferrovia me confirmou que sim, aquele era o trem e que já estava atrasado, mas que não sabia o porque e tão pouco quando ele sairia. Meu voo para Dubai sairia de Bangkok no outro dia a tarde, tinha uma janela de tempo boa caso desse ruim de vez por aqui.

O trem da volta

O trem da volta

Pouco antes das 17h o trem apitou, o povo embarcou e partimos. Os vagões eram ainda piores que o outro, mas tava valendo. A viagem de volta foi ótima também, foi bem mais rápida e aproveitei para me sentar do outro lado do vagão. Mianmar merece uns dias numa próxima ocasião, anotem isso.

Chegamos em Kanchanaburi às 18h40, peguei uma van em frente a estação até Bangkok e apaguei mais uma vez. De Kanchanaburi até Bangkok não é longe, uns 80 quilômetros e às 20h já estávamos aqui e ufa, deu tudo certo.

O que dizer de hoje? Esse dia foi louco!

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Eu já estive em Bangkok mais 5 vezes e aliás, já morei lá durante o ano de 2018. Todos os hotéis que eu vou indicar neste post eu já conheço e já me hospedei neles. Leia o post completo com todas as dicas ou confira os principais destaques aqui embaixo:

Rambuttri Village Plaza é um achado! Ele fica no coração do centro histórico de Bangkok, pertinho da Khao San. Embora essa região seja bem cheia, ele fica em uma rua super gostosa e bem tranquila. E foi neste hotel que eu me hospedei em duas ocasiões em Bangkok.

Amara Bangkok faz parte de uma rede de hotéis lá da Ásia, com duas unidades em Singapura, uma em Xangai e este em Bangkok. E não é exagero dizer, esse foi o melhor hotel que eu fiquei em Bangkok.

Prime Hotel Central Station foi reformado a pouco tempo, o quarto era enorme, com uma cama muito confortável. Uma bela vista da estação Hua Lampong, de onde saem os trens para Ayutthaya e para todos os cantos da Tailândia. 

The Quarter Ladprao fica em uma localização super estratégica em Bangkok, perto do Aeroporto Don Mueang e com fácil acesso de trem ao Aeroporto Internacional Suvarnabhumi.

Por fim, um hotel para quem está em trânsito. Eu fiquei no Suvarnabhumi Ville Airport Hotel durante uma conexão longa no Aeroporto Internacional Suvarnabhumi. O hotel fica ao lado do aeroporto, coladinho na pista. Inclusive eles tem um bar no rooftop – que serve drinks maravilhosos e ótimos pratos –  e de onde temos uma vista sensacional dos pousos e decolagens.


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Fabricio Moura

Meu nome é Fabricio, moro em Bangkok na Tailândia, sou designer e apaixonado pelo mundo. Descobri que viajar é se perder e se encontrar. Se conhecer melhor e se amar mais. Acumular histórias e experiências. Vamos?

4 Comentários

  • Responder outubro 17, 2016

    Sofia Jones

    Olá Fábio,
    Eu gostava de perceber melhor o percurso até Ayutthaya.
    Também eu gostava de o incluir no meu itinerário e achei interessante a inclusão da ferrovia da morte de Mianmar.
    Mas ao longo do texto que li no post não percebi como se apanhou esse comboio até lá, se primeiro apanha-se um autocarro e depois o comboio, onde se troca, onde se apanha, ou se se partiu às 6 da manhã de autocarro como é que só se chegou a Ayutthaya às 12h.

    Obrigada,
    Boas viagens,
    Sofia Jones

    • mm
      Responder outubro 18, 2016

      Fabricio Moura

      oi Sofia, tudo bem? O que eu fiz foi loucura pois era o meu último dia na Tailândia. Eu recomendo fazer um passeio desses por dia. Para ir a Ayutthaya a melhor maneira é contratando um tour ou pegando uma van perto do Victory Monument e custa 70 Bahts. O trem tem que pegar em Kanchanaburi. A melhor maneira é pegar uma van até Kanchanaburi e lá embarcar no trem.

  • Responder julho 13, 2017

    Joyce

    Dá para fazer esse passeio da ferrovia da morte sem ter visto pro mianmar?

    • mm
      Responder julho 17, 2017

      Fabricio Moura

      Oi Joyce, tudo bem? Na época me disseram que eu conseguiria emitir o visto na entrada, mas, chegando na fronteira não tinha nada e entrei direto. Eu recomendo fazer essa viagem com planejamento, eu fiz na aventura e quase deu tudo errado.

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