O inusitado Mercado do Trem de Maeklong na Tailândia

Mercado do Trem

Que a Tailândia é um país diferentão a gente sabe, com seus lugares exóticos, praias paradisíacas, templos e mais templos dourados e uma feira bem incomum. Nos arredores de Bangkok fica o inusitado Mercado do Trem de Maeklong, uma feira montada diariamente nos trilhos da ferrovia e que em diversos momentos do dia o trem obriga os feirantes, clientes e turistas a correrem dos trilhos antes da composição passar.

A feira fica em Maeklong ou Mae Klong, que é o nome do rio que corta a cidade da província de Samut Songkhram, distante cerca de 80kms de Bangkok. O comércio é montado em um trecho de mais ou menos 1 quilômetro nos trilhos da ferrovia que vai de Bangkok a Maeklong.

Mercado do Trem

Tudo fica praticamente em cima dos trilhos

Mercado do trem

A ferrovia chegou primeiro, foi construída em 1901 e anos depois os trilhos começaram a ser usado como um mercado ambulante por moradores das casas no entorno dos trilhos, o mercado cresceu e ficou famoso.

O Mercado do Trem de Maeklong vende de tudo, muitas frutas, legumes, peixes e frutos do mar, além de todo tipo de quinquilharia. Apesar de ser invadido por turistas, é um mercado usado pelos locais.

Os feirantes já conhecem os horários dos trens e na hora marcada é um deus nos acuda, todo mundo sai levantado as tendas, recolhendo os produtos que poderiam ser atropelados e todo mundo corre em busca de um lugar seguro para esperar a composição passar.

Depois, tudo volta ao normal até o próximo trem, as vezes, menos de 30 minutos depois.

Corre gente!

Corre gente!

E vem com tudo

E vem com tudo

Corre que lá vem ele

E ele vem rápido

E passa muito próximo das pessoas

E passa muito próximo das pessoas

Mercado do Trem

Mercado do Trem


Como chegar ao Mercado do Trem de Maeklong


Chegar lá usando o transporte público não é impossível, só um pouco confuso e demorado.

De van
Ao lado da estação Victory Monument do BTS Skytrains em Bangkok saem várias vans para a cidade de Maeklong. Do mesmo lugar, várias van ligam Bangkok a Ayutthaya e Kanchanaburi também, outras cidades bem procuradas.

Ponto de saída das vans

Ponto de saída das vans

Chegando na estação, para não se perder, pegue a saída número 4, siga pela passarela que atravessa as avenidas Ratchawithi e Phahon Yothin, as vans ficam paradas embaixo da via expressa. Chegando lá, tem que perguntar qual é a van para Maeklong. Dica: pergunte para outros passageiros locais qual a van correta, os motoristas são meio “espertinhos”. A viagem custa 70 Baths e a viagem demora aproximadamente 1h30.

De trem
Dá para ir de Bangkok para Maeklong de trem, mas o problema é o mega rolê e os horários que mudam a todo momento. É a forma como os Tailandeses viajam, os trens saem da estação Wongwian Yai no sentido Maha Chai. Lá é preciso desembarcar e atravessar de barco o rio Tha Chin até a estação Ban Laem e de lá, pegar o trem até a estação Maeklong, que fica pertinho do Mercado do Trem.

Estação ferroviária de Bangkok

Estação ferroviária de Bangkok

De tour
Certamente a melhor maneira, eu fui em um tour que eu contratei ainda no hotel em Bangkok e custou apenas 400 Baths e incluiu a visita ao Mercado Flutuante. A van sai de Bangkok às 8h da manhã , passa pelo Mercado Flutuante e segue para o Mercado do Trem, chegando lá por volta das 11h00 da manhã e às 11h10 o trem passa pela feira.


O Brasil já teve o seu “Mercado do Trem”


Uma vez me disseram que a Tailândia é o “Brasil da Ásia” por conta de muitas similaridades, bom, não conheço tantas assim, mas o Brasil á teve a sua versão do Mercado do Trem, funcionada em Maceió e era a Feira do Rato. Um lugar perigoso e que vendia produtos roubados nos trilhos do trem.

Hoje a feira ainda existe mas foi construído um muro que a separa dos trilhos por onde passa o VLT da cidade.

Feira do Rato. Imagens: internet

Feira do Rato. Imagens: internet

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Fabricio Moura

Meu nome é Fabricio, moro em São Paulo, sou designer e apaixonado pelo mundo. Descobri que viajar é se perder e se encontrar. Se conhecer melhor e se amar mais. Acumular histórias e experiências. Vamos?

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