Ásia dia 3: Bangkok – Mais templos, tour boat e Khao San

Khao San

Hoje Bangkok amanheceu com o céu meio encoberto, com aquele mormaço que te faz querer passar o dia trancado no quarto com o ar condicionado nos 16 graus, mas quem é esse calorão na fila do pão quando se tem um monte de coisa bacana pra fazer nessa cidade?

Ainda falando de ontem, fui dar um giro a noite pela Khao San, a rua mais famosa de Bangkok e um verdadeiro caldeirão do inferno. Lá a gente encontra de tudo: drogas, prostitutas, insetos pra comer e música eletrônica. Hoje cedo eu passei por lá de novo, para ver como o lugar se comporta a luz do dia, parece mais uma inocente e caótica rua do sudeste asiático. Mas ainda assim, tinham lá os escorpiões no espeto para loucura da gringaida.

Khao San

Khao San

Khao San

Khao San

Depois, eu fui atravessar o Rio Chao Phraya para visitar um tempo budista que fica do outro lado e é menos turístico, um lugar mais frequentado por Tailandeses. A travessia de balsa custa 10 Baths (1 real) e dura cerca e 5 minutos. Faltam pontes para pedestres em Bangkok, todo mundo atravessa o rio em balsas.

Wat Rakang

Wat Rakang

O Templo Wat Rakang (Wat é templo em Tailandês) é bem pequeno em comparação ao Wat Pho ou o Grand Palace, lá funciona uma escola para monges, a gente não pode falar com as crianças, mas permitiram que eu assisti a um ritual que eles fazem toda manhã.

Pequenos monges

Pequenos monges

O Wat Rakang é um lugar de paz, para meditar mesmo. Nada de multidões de turistas e falando nisso, noventa por cento dos turistas em Bangkok são chineses, que andam em bando e dificultam a vida de todo mundo e todos os Tailandeses reclamam deles pela desordem e falta de educação.

Sinos em Wat Rakang

Sinos em Wat Rakang

Dali eu voltei para o outro lado do rio e contratei um tour de barco. Tem um tour que sai do Pier Sathon mais ao sul de Bangkok que custa 150 Baths (15 reais) e faz um monte de paradas ao longo do caminho, em média uma a cada 5 minutos. Eu contratei um tour expresso de 1 hora, que sai do Pier Tha Chang, perto do Grand Palace e custou 500 Baths (50 reais), foi mais caro, mas foi eficiente e direto ao ponto. No barco só vão 4 pessoas por vez, é uma coisa mais exclusiva e sem chineses pra atrapalhar tudo.

Tour boat

Tour boat

O passeio segue pelo Rio Chao Phraya e depois pelos canais, na verdade, a maior parte do passeio acontece nos canais. É uma ótima maneira de ver um pouco o jeito de viver dos Tailandeses mais pobres que vivem nessa região.

Em Bangkok existem dezenas de canais e eles são como ruas, a maioria das casas que ficam nos canais tem pequenos decks e barquinhos de plástico que mais parecem banheiras. Também existem mercadinhos e lojas só para quem chega pelos canais.

Barquinho que vende comida

Braquinho que vende comida

Obrigatório e eu amei

Obrigatório e eu amei

Uma coisa que eu notei em Bangkok, é que apesar do povo muito pobre, ninguém pede esmolas na rua. Existe uma espiritualidade muito grande, todas as casa, das mais ricas até as mais humildes, tem seu pequeno templo de adoração.

Um povo que não se queixa do pouco que tem e é extremamente gentil, como o senhor que me vendeu um tour para amanhã, depois de uma ótima conversa sobre o jeito de viver dos Tailandêses, ele fez cumprimento budista e disse “obrigado, amigo”. Sim, em português. Como não se encantar com esse povo?

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Fabricio Moura

Meu nome é Fabricio, moro em São Paulo, sou designer e apaixonado pelo mundo. Descobri que viajar é se perder e se encontrar. Se conhecer melhor e se amar mais. Acumular histórias e experiências. Vamos?

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