Ásia dia 6: Mianmar, mulheres Kayoan, tigres e templos

Mianmar

Hoje certamente foi mais um dia que parece que teve 48 horas. Eu cheguei ontem a Chiang Mai, no norte da Tailândia e hoje cedinho a guia que eu contratei ainda no Brasil passou no hotel para me buscar para irmos visitar a aldeia das mulheres Kayoan, conhecidas mundialmente pelo longo pescoço adornado com anéis metálicos.

De Chiang Mai até aldeia próxima da fronteira com Mianmar são 80 quilômetros, jogo rápido e em menos de 1 hora já estávamos lá. Mianmar ainda é um dos países mais fechados do mundo, já foi colônia britânica quando se chamava Birmânia (Burma em inglês) e até hoje os Tailandeses se referem ao país dessa forma.

A primeira imagem que eu tive

A primeira imagem que eu tive

A aldeia das mulheres Kayoan ou Padong ficam bem na fronteira entre os dois países e na mesma região, são várias pequenas aldeias de diferentes etnias do norte da Tailândia, Laos e de Mianmar.

O meio de vida delas é bem simples, tudo que elas consomem é produzido ali pelos homens, as mulheres passam o dia se arrumando e tecendo belíssimos tecidos nos teares. Uma atividade de centenas de anos mas que com a abertura do país, elas começaram a enxergar um ganho a mais com o turismo. Reza a lenda que elas são prisioneiras nas vilas, vou escrever sobre isso em breve.

Desde bem cedo

Desde bem cedo

Eu me lembro quando era mais novo e vi um Globo Repórter sobre as “mulheres girafa”, como a Globo chamou na época e fiquei fascinado. Nunca imaginei que um dia chegaria aqui. Foi bem especial.

Sim, me emocionei

Sim, me emocionei

Na volta a guia perguntou se eu gostaria de conhecer o Tiger Kingdom, um zoológico onde os visitantes podem interagir com tigres. Bom, eu sou contra zoológicos, acho que bicho nasceu pra viver solto e tem uma fama de que esses lugares dopam os animais. O assunto é polêmico e eu vou tratar melhor disso em um post mais detalhado.

O fato é que eu sempre quis ver um animal desses de perto e pela minha cara na foto abaixo, e fiquei encantado com a beleza do animal. Triste ou não, dopados ou não, existem hoje na Tailândia apenas 150 animais desses no ambiente natural e são caçados diariamente. Vamos aceitar que eles tem mais chances de sobrevivência em lugares assim do que no ambiente natural. Não estou dizendo que é certo, ok?!

Assunto polêmico a parte, o bicho é lindo

Assunto polêmico à parte, o bicho é lindo

Já de volta a Chiang Mai resolvi dar um passeio pela parte antiga e conhecer alguns dos 300 templos da cidade. Sim, você leu certo. Se só aqui são 300, imagina na Tailândia inteira?

Só em uma rua, eu visitei 3 templos e dos grandes. Começando pelo Wat Saen Muang, logo na frente um templo dos mais antigos, todo em madeira, o Wat Phan Tao. Ali eu entrei e passei um tempo lá dentro, diante daquele enorme buda dourado e apreciando a paz do lugar. Não é um templo visitado por turistas, por isso é tão tranquilo.

Wat Saen Muang

Wat Saen Muang

Colado nele fica o maior de todos, o Wat Chedi Luang Worawihan. O lugar era originalmente composto por três templos: Wat Chedi Luang, Wat Ho Tham e Wat Sukmin. O Chedi Luang original é esse em ruínas a foto de baixo e data de 1400.

Mais velho que o descobrimento do Brasil

Mais velho que o descobrimento do Brasil

O lugar tem um pequeno templo só para os homens e na hora em que eu estava visitando aconteceu uma situação bem embaraçosa. Um rapaz de cabelos compridos ia entrando e de longe um segurança começou e gritar pensando que ele era uma mulher. Oooops…

Só para os homens

Só para os homens

Já o templo principal é um dos mais bonitos que eu vi nessa viagem pela Tailândia. Suntuoso, dourado e absolutamente lindo. Olha essas fotos abaixo.

Pura riqueza

Pura riqueza

Fechei o dia jantando em um restaurante ao lado do Night Market, o Jai Yen Yen, olha o prato abaixo. Arroz com legumes e frango ao curry. Ah, e o preço? 90 Baths (9 reais) e o restaurante, assim como muitos lugares aqui na Tailândia, deixa água de cortesia nas mesas.

Bom, bonito e barato

Bom, bonito e barato

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Fabricio Moura

Meu nome é Fabricio, moro em São Paulo, sou designer e apaixonado pelo mundo. Descobri que viajar é se perder e se encontrar. Se conhecer melhor e se amar mais. Acumular histórias e experiências. Vamos?

2 Comentários

  • Responder abril 19, 2016

    Danielle Coutinho

    Te admiro, vou ler tudo que vc postar, se um dia eu fugir te encontro pelo mundo bjss.

  • Responder abril 20, 2016

    Eder

    Massa demais mano! Quem não lembra das mulheres girafa! Deve ter sido muito emocionante! Viagem bacana !

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